urlvisit
SELFIE SEM FILTROS

Sónia Tavares recorda relação tóxica: "Fiquei uma pessoa bastante mais amarga"

Sónia Tavares: "Já não tinha esperança no amor"
SELFIE SEM FILTROS convida Sónia Tavares
Sónia Tavares fala sobre fibromialgia: "Já fiz concertos em dor profunda"
Sónia Tavares recorda bullying na adolescência: "Nunca mais me esqueci"
Sónia Tavares sobre a maternidade: "Sinto-me a pessoa mais frustrada do mundo, às vezes"

Convidada da rubrica SELFIE SEM FILTROS, Sónia Tavares abre o coração para falar do marido, o músico Fernando Ribeiro, dos Moonspell, com quem tem um filho, Fausto.

Depois de ter passado por um relacionamento tóxico, e antes de se apaixonar por Fernando Ribeiro, Sónia Tavares estava desacreditada no amor.

"Já não tinha esperança absolutamente nenhuma no amor. Para mim, já estava o caso encerrado. Ia viver felicíssima, sozinha, com os meus gatos, uma vida inteira. E teria vivido e estaria a viver, se não fosse o Fernando. Quando conheci o Fernando, já estava tão pessimista na minha vida que qualquer coisa que viesse era recebida como um ganho, ou seja, nada me desiludia - o pessimista não se desilude", recorda a vocalista dos The Gift.

Foi em 2009, quando se juntaram para fazer o projeto "Amália Hoje", que o amor surgiu: "Para mim, foi imediato, na medida em que ele tinha qualquer coisa que me fazia olhar para ele de forma diferente: um respeito, uma admiração, sobretudo, porque ele é super divertido, super inteligente, super culto, romântico... É uma pessoa super especial e eu sabia que se, algum dia, alguém tivesse que me aturar tinha que ser uma pessoa especial como ele, e calhou. Tinha uma amiga que me dizia assim: 'Gostava tanto que encontrasses um Fernando para ti', por ele ser, efetivamente, muito boa pessoa. E eu, olha, não só encontrei um Fernando, como fiquei com o original [risos]. Ele conhece-me como ninguém e só ele é que me podia entender assim. Os segredos que nós temos que são impartilháveis."

Apesar de se assumir como uma mulher pouco afetuosa e romântica, hoje em dia, Sónia Tavares não vive sem os pequenos gestos de amor do vocalista dos Moonspell: "Sou horrível. Não dou beijos, nem abraços. Não sou carinhosa, nem com o meu filho, nem nada. Sou um trambolho. O contacto físico faz-me um pouco de impressão e sempre fez. Isto agora do Covid, para mim, é uma maravilha. Ninguém se beija, ninguém se abraça [risos]. Não sou nada romântica, antes pelo contrario. Até sou uma pessoa bastante embirrante nesse sentido, que acha que é tudo bastante lamechas. Sempre achei o Dia dos Namorados absolutamente ridículo e sempre achei uma série de coisas ridículas, mas, hoje em dia, aprecio imenso os atos de romantismo que o Fernando tem e demonstra. Eu tento, enfim, fazer outras coisas..."

Este lado menos romântico atribui-o a uma relação tóxica, que teve no passado e que a marcou até hoje: "Fiquei uma pessoa bastante mais amarga, claro. Mudou-me. Tudo nos muda, obviamente, para mal ou para bem. Mas acho que sou uma pessoa mais amarga e, se calhar, até, menos romântica, por causa disso."

Felizmente, teve a sorte de encontrar um companheiro à imagem do pai, que era condição essencial para a cantora, de 43 anos, ser mãe: "Sempre achei que nunca teria um filho se não encontrasse um pai como o meu pai foi para mim e sempre disse isso. 'Nunca vou casar, nem ter filhos porque só admito um pai para o meu filho se for um pai como o meu foi para mim'… Olha... e encontrei. Não andei à procura, até porque não queria ser mãe, mas, depois de conhecer o Fernando, percebi que, se calhar, quem sabe… e correu bem. Normalmente, dizem que as miúdas procuram nos namorados [a imagem dos pais]… sempre achei que isso era absurdo, mas não é. Efetivamente, o Fernando e o meu pai, até, são bastante parecidos. Possivelmente, a empatia e aquilo que me atraiu no Fernando foi alguma familiaridade, nesse sentido. Hoje, não preciso tanto do meu pai, porque o Fernando segura muito a minha barra [risos]."

Questionada sobre se costuma ouvir os temas do marido e se este costuma ouvir The Gift, Sónia Tavares responde, sem hesitar: "Músicas um do outro? Não. Não tenho paciência, nem ele para as minhas. Aí, não há correspondência. Normalmente, quando vamos no carro, vamos a ouvir os 'Power Rangers', porque o pequenito [o filho, Fausto] é quem vai a dominar o Spotify." [risos]

Leia a entrevista, na íntegra, AQUI.