Big Brother

Susana Dias Ramos desabafa sobre a morte do pai: "Queria ir ter com ele, não me fazia sentido estar aqui"

A psicóloga Susana Dias Ramos teve uma conversa emotiva com Maria Botelho Moniz, no programa "Dois às 10", e recordou o falecimento do pai.

Susana Dias Ramos marcou presença na mais recente emissão do programa "Dois às 10" e, numa conversa emotiva com Maria Botelho Moniz, a psicóloga recordou um dos momentos mais difíceis que já viveu: o falecimento do pai, em 2019, vítima de um AVC.

"No dia em que ele faleceu, na quinta-feira, estava mesmo zangada, não queria ir vê-lo, porque achava muito injusto o que ele me estava a fazer. Mas acabei por ir e ele faleceu às 19:00 horas. Despedi-me demais, fiquei tempo demais, a ver o que não devia", começou por assinalar Susana Dias Ramos.

O pai de Susana Dias Ramos faleceu, após uma semana em coma, e seguiram-se meses de angústia. A comentadora do "Big Brother" chegou mesmo a pensar em pôr fim à vida: "Só me caiu a ficha seis meses depois. Andei adormecida. Depois, queria ir ter com ele, não me fazia sentido estar aqui. Mas não podia ser assim." Nem o filho, Salvador, "era suficiente para segurar" Susana Dias Ramos.

"Faço uma estrada muito específica para ir para Braga, onde passam muitos camiões... Passou muito disparate pela cabeça, como seria fácil desviar o carro... Na minha cabeça, não era o Salvador, era a minha mãe. Como é que a minha mãe vai lidar com outra perda desta dimensão? Até que me apercebo que não consigo sozinha", acrescentou.

Devido a um problema de saúde autoimune, Susana Dias Ramos não pôde tomar nenhum antidepressivo e nenhum ansiolítico e, por esse motivo, teve de recorrer a outro tipo de ajuda. Além disso, o desafio de comentar o "Big Brother", em 2020, ajudou-a a "virar a página", tal como a própria já nos tinha contado, numa entrevista exclusiva.

Veja, agora, na íntegra, a entrevista concedida por Susana Dias Ramos ao programa "Dois às 10".

Caso esteja a sofrer de algum problema psicológico, tenha pensamentos autodestrutivos ou sinta necessidade de desabafar, deverá recorrer a um psiquiatra, psicólogo ou clínico geral, podendo, ainda, contactar uma das seguintes entidades:

- Conversa Amiga (entre as 15h e as 22h) - 808 237 327 (número gratuito) e 210 027 159

- SOS Voz Amiga (entre as 16h e as 24h) - 213 544 545

- Telefone da Amizade (entre as 16h e as 23h) – 228 323 535

- Telefone da Esperança (entre as 20h e as 23h) - 222 030 707

- SOS Estudante (entre as 20h e a 1h) - 239 484 020

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