Carlos Costa fala sobre o afastamento da família: "Começaram a acreditar naquilo que o povo dizia"

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Foi nas redes sociais que Carlos Costa partilhou um desabafo sentido, sobre o afastamento da família.

"No passado Sábado, pisei o palco apesar de estar de coração partido. Estive 5 dias na minha terra natal num hotel de luxo, rodeado de amigos, mas a escassos quilómetros da minha família sem os ver. O nervosismo desta noite fez, simplesmente, com que as minhas cordas vocais, neste concerto, desistissem de cooperar comigo", começou por escrever o cantor.

Mais à frente, dá a conhecer o afastamento daqueles que lhe são mais queridos, em tom de desabafo: "Com o passar dos anos, toda a coscuvilhice, toda a maldade deu frutos: o afastamento entre mim e aqueles que mais amo é palpável apesar de nos amarmos e respeitarmos. Eles simplesmente deixaram de ver quem conheciam e começaram a acreditar naquilo que o povo dizia", acrescentou. 

"Não sou pessoa de me vitimizar, poderia contar montes de episódios difíceis da minha vida. Simplesmente, não faço porque sou mais forte do que isso, porque prefiro entregar um sorriso do que me armar em coitadinho como muitos fazem para vencerem na vida e na TV. Não partilho isto de ânimo leve, pelo contrário, partilho simplesmente para que percebam que a maldade e a podridão da língua e mente das pessoas, só levam a um caminho vazio triste e penoso. O abandono mata! Corrói! Destrói! Não julguem, nem por um momento, que eu sou infeliz ou que me sinto menos realizado. Sigo apenas o caminho que sempre sonhei sendo amado e amando à distância", continuou.

"Cheguei ao ponto em que não podia ser mais acusado de todos os problemas existentes. Afastei-me porque se era eu a fonte dos problemas a fonte tinha de secar. Como eu, existem milhares de jovens que seguem sozinhos e abandonados sem carreiras na TV, sem voz, sem fama, sem dinheiro, sem música, sem amigos. Eu tive a sorte de ser diferente! E ainda assim fui acusado de coisas que iam contra os meus mais profundos princípios. Muitos desses jovens, sucumbem a uma vida de solidão, noitadas, drogas e prostituição. E é por esta porcaria que o preconceito tem de acabar", acrescentou.

"O sofrimento causado com bullying e preconceito pode ter dimensões megalómanas. Eu sou eu. Nasci Carlos, nasci artista. Sou feliz. Mas é a pensar em quem não teve a minha sorte, que luto por um mundo semeado de igualdade e regado de amor. Sem distinções.  Amo-vos família! Peço perdão pelos erros, sou humano e cometi alguns. Mas tudo o que sou de bom devo a vocês. Sou o mesmo", concluiu.