urlvisit
SELFIE SEM FILTROS

Pedro Crispim: "O meu primeiro amor foi uma mulher"

Pedro Crispim: o primeiro amor, a homossexualidade e o desejo de casar e ter filhos
Pedro Crispim como nunca o viu, na SELFIE SEM FILTROS
Pedro Crispim: "Aos 50 anos, não quero estar a trabalhar, nem em moda, nem em televisão"
Pedro Crispim recorda episódio violento: "Ataram-me a uma árvore e bateram-me"
Pedro Crispim: "Se os perder, perco muito de mim"

Convidado da rubrica SELFIE SEM FILTROS, Pedro Crispim recorda a primeira vez em que se apaixonou.

"Por muito que pareça estranho, o meu primeiro amor foi uma mulher. Apaixonei-me por uma rapariga e tive um namoro normal, mas um namoro muito de miúdos. Tinha 16, 17 anos…", começou por contar Pedro Crispim.

Terminado esse relacionamento, o stylist decidiu assumir a homossexualidade: "A partir daí, obviamente, deixei de tentar ser aquilo que os outros achavam que eu tinha que ser e permiti-me ir atrás daquilo que sentia."

Questionado sobre se já se tinha sentido amado, respondeu, sem hesitar: "Eu já fui muito amado. E também amei muito, portanto, não sou nada amargo. Quantas pessoas nunca foram amadas? Eu fui muito amado, fui muito desejado e, também, desejei muito e amei muito, e dou graças a Deus por isso, porque é um luxo, não é?"

"Acho que aquele Pedro que era, facilmente, magoado e que era mais frágil ficou algures pelo caminho. Acho que, também, a nível emocional, sentimental e íntimo, fui criando uma estrutura e uma solidez para gerir esses ataques ao sentir, ao querer, ao desejar… Eu sou responsável por aquilo que te dou, mas não sou responsável por aquilo que me podes retribuir, então, só posso ter expetativas no meu papel, não posso afogar-me nas expetativas que tenho em relação àquilo que tu podes fazer. Nesse sentido, acho que já ninguém tem o poder de me magoar."

No entanto, o comentador do "Big Brother" admitiu que nem sempre foi assim: "Já magoei e já fui magoado. Às vezes, nós magoamos sem consciência de que estamos a magoar, e, outras vezes, também nos estão a magoar sem consciência de que o estão a fazer. Não levo, na bagagem, mágoa de nada, nem de ninguém. As coisas ficam resolvidas a seu tempo, mas é claro que, se pudesse voltar atrás, se calhar, mudava algumas coisas. Existem pessoas que magoei, e que, hoje em dia, não o teria feito."

Leia a entrevista, na íntegra, AQUI.