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SELFIE SEM FILTROS

Pedro Crispim: "Aos 50 anos, não quero estar a trabalhar, nem em moda, nem em televisão"

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Convidado da rubrica SELFIE SEM FILTROS, Pedro Crispim fala sobre a forma como encara a vida profissional e revelou de que forma projeta o futuro.

Questionado sobre a forma como encara aquilo que faz profissionalmente, Pedro Crispim respondeu, sem hesitar: "Sou de paixões e o que me movimenta é mesmo o amor por aquilo que faço, mais do que a questão do dinheiro."

No entanto, o caminho que o trouxe até á televisão nem sempre foi simples: "Fui tudo menos fácil. Trabalhei em sapatarias, em lojas de roupa... Nunca procurei fazer televisão, mas a televisão acabou por se tornar numa paixão, mas passei por algumas desilusões, por arrumar muitas expetativas e alguns sonhos, e por caminhar, hoje em dia, com os pés no chão e com a noção de que, daqui a uns tempos, já vai haver outro Pedro, já vai haver alguém com tanto ou mais talento do que eu. Arrisquei muito e, também, já me apeteceu desistir pelo caminho. Nunca cheguei a fazê-lo, por isso é que estou aqui, mas já perdi as forças pelo caminho."

"Hoje em dia, aos 42 anos, já não perco tempo a questionar. Faço o meu caminho, tenho consciência dos passos que dou e não olho muito para o lado. Acho que aquilo que é nosso, mais à frente, nos encontra. Aquilo que fazemos de menos bom, ou de bom, aquilo que semeamos, nós colhemos, e já tive várias provas disso na vida. Estou, aqui, hoje, sentado a falar contigo, porque conquistei este lugar. Não sou amigo de ninguém… e isso faz com que o meu caminho seja mais leve. No dia em que tiver de sair do caminho, saio, porque, também, não pedi boleia a ninguém, fiz o caminho, no meu carro, e, quando quiser parar o carro, páro. Eu gosto de fazer televisão, não porque preciso de fazer televisão, mas porque gosto de fazer televisão, porque quero fazer televisão. No dia que fizer televisão porque preciso, deixa de fazer sentido para mim. Aliás, costumo dizer que aquilo que faço profissionalmente é 1% daquilo que sou, portanto, o facto de fazer este 'toca e foge televisivo' é um pequeno fragmento do Pedro no seu todo. Trabalho é trabalho, a minha vida pessoal é a minha vida pessoal e, também, muito de quando em vez, alguém passa essa linha. Eu vou, faço, saio e vou à minha vida. Por muito que eu perca ao dizer isto, se não for o mérito, não quero. Se não for por mérito, eu não estou, nem vou. Nem toda a gente se pode dar ao luxo de ser livre, e nem toda a gente se pode dar ao luxo de viver sem medo, mas, para mim, estes dois pilares são fundamentais na minha vida. Eu sou livre e vivo sem medo, e isso permite-me ser eu, Não peço respeito a ninguém, eu exijo esse respeito, e é este empoderamento que cada um de nós tem de fazer com a sua realidade e com as suas características", sublinhou o comentador do "Big Brother".

Já sobre o dia mais feliz que viveu, pessoal ou profissionalmente, Pedro Crispim confessou: "Acho que o dia mais feliz da minha vida, provavelmente, ainda está para acontecer, mas tive momentos muito felizes na minha vida." Depois de recordar um episódio marcante da adolescência, no qual percebeu a fragilidade da vida e a importância de agarrarmos o momento, porque, daqui a segundos, tudo pode mudar, o stylist frisou que, também por isso, não deixa nada por viver e nada por dizer.

Por último, falou sobre o futuro: "Daqui a cinco anos? Terei perto dos 50. Aos 50 anos, não quero estar a trabalhar, nem em moda, nem em televisão. Aos 50 anos, quero estar no Alentejo, ligado a outras coisas. Quero sair aqui da grande cidade, quero ter a minha família e, provavelmente, regressar às minhas raízes, porque sou alentejano. Sei que o Alentejo vai ser o sitio onde vou envelhecer."

Leia a entrevista, na íntegra, AQUI.