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SELFIE SEM FILTROS

Pedro Crispim: "Gostava de casar e de ter filhos"

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Convidado da rubrica SELFIE SEM FILTROS, Pedro Crispim revelou que está solteiro e falou sobre o sonho de casar e de ter filhos.

"Na realidade, no dia de hoje, estou sozinho. Aliás, estou sozinho há já algum tempo, mas, mesmo que estivesse com alguém, nunca iria assumir nada publicamente. Uma das coisas que aprendi com a vida é que aquilo que nós queremos que seja duradouro nós protegemos e mantemos discreto na nossa vida e tem que haver aqui um limite, uma linha que separa. E essa linha, para mim, nunca é transposta", começou por sublinhar Pedro Crispim, antes de confessar que gostava de formar família.

"Pode acontecer como pode não acontecer, mas gostava de casar. É engraçado, não é? Quando se olha para aquele tipo a falar, parece que ele não tem coração (risos), mas esse tipo tem coração. Gostava de casar e de ter filhos… mas tudo muito sem pressas, tudo muito a seu tempo. E se me perguntares se, hoje, aos 42 anos, enho esse sonho, e se será o mesmo que tinha aos 17/18 anos… sim, esse sonho mantém-se e esse querer, também", admitiu.

Questionado sobre aquilo que é necessário para que isso aconteça, o stylist respondeu, sem hesitar: "Acima de tudo, é preciso sentir. Não é só porque existe um relógio em mim que faz com que isso tenha que ter lugar. Quando eu sentir vai acontecer e quando existir a outra pessoa e essa pessoa, também, sentir. Já tive relações muito longas e do outro lado nunca houve esse interesse. Para haver uma dança, não pode ser só um na pista de dança, temos que ser dois, não é?"

O facto de estar sozinho é, também, para os pais, uma preocupação, como contou Pedro Crispim: "Dos três irmãos - eu sou o do meio -, eu serei a maior preocupação, porque mal ou bem, os meus irmãos têm a sua família, e eles ficam muito preocupados que eu fique sozinho. Algumas vezes, já senti que os meus pais queriam muito que eu ficasse com alguém, mesmo que eu não estivesse feliz, porque sentiam que podiam descansar…"

Já sobre a forma como encara as relações, o comentador do "Big Brother" foi perentório: "Eu só fico nas relações, em todas elas, quando sinto que existe algo que me faz ficar e que esse sentir vai muito além da razão e quando sinto que devo ficar porque quero, não porque preciso. Enquanto eu acredito, eu estou, mesmo com todos os sinais que me digam para eu sair. Só saio quando esgoto o sentimento, eu tenho que fundir a lâmpada, tenho que sair sem existir mais nada, porque não posso levar na bagagem o 'sentir'. Tenho que esgotar, tenho que levar ao limite. Eu sou assim. Quando saio, o processo e a cicatrização são mais rápidos, porque não levo emoções. As emoções já ficaram algures, no tempo, perdidas. Não crio expetativas em ninguém e, às vezes, isso é difícil de gerir, porque acho que vivemos numa sociedade em que as pessoas andam todas em bicos de pés, todas com algum medo de magoarem e de serem francos. Eu não tenho medo da verdade, tenho muito medo da mentira. Preocupa-me a mentira, preocupam-me as molduras à volta da verdade. Gosto mais da verdade nua e crua, independentemente do impacto. Sempre lidei muito com a verdade do sentir. Aceito a felicidade, tal como aceito a infelicidade, e aprendo a gerir de frente com os dois sentimentos, com as duas emoções. Acho que o meu ponto de partida é sempre a paixão e, às vezes, há uns tropeções (risos)."

Leia a entrevista, na íntegra, AQUI.