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EXCLUSIVO

Júlio César e Maria do Céu Guerra juntos em "Festa é Festa": "Uma das maiores atrizes portuguesas"

A SELFIE marcou presença nas gravações do genérico da segunda temporada de "Festa é Festa" e conversou com Júlio César, que se juntou ao elenco.

Como surgiu este desafio?
Este convite partiu do Joaquim Nicolau, que é diretor de atores. Disse-me: "Há uma personagem na nova temporada do 'Festa é Festa' que é a tua cara." Depois, também achei piada ao facto de a personagem ter o nome do meu pai, Abel… Há coisas, às vezes…

O que pode revelar sobre a personagem?
O Abel é um hipocondríaco, é uma personagem engraçada. Os hipocondríacos são todos eles muito engraçados e este é, exageradamente, hipocondríaco.

Mas o Júlio é hipocondríaco? 
Não, não sou (risos).

Fez alguma preparação especial para a personagem?
Não! O próprio texto empurra-me para aí, são tantas doenças.... algumas que nem sabia que existiam, de maneira que isto acaba por ser entre ler o texto ou consultar o livro da saúde, é quase a mesma coisa.

Ao fim de tantos anos de carreira, continua a existir aquele entusiasmo do início de um novo projeto?
Sim, sim! É sempre um desafio, uma coisa nova que aparece. Quer dizer, nunca se é velho o suficiente para rejeitar uma coisa nova e acho que há, sempre, esta vontade de fazer, o nervoso miudinho existe sempre. Enfim, é mais um desafio. A equipa é muito interessante. Há alguns atores que já conhecia, com quem já tinha trabalhado, e é sempre bom rever colegas, estar com colegas mais antigos, e conhecer outros, também. O elenco é muito divertido e, depois, temos como protagonista uma das maiores atrizes portuguesas, a Maria do Céu Guerra. Só tinha trabalhado uma vez com ela, em televisão, numa coisinha muito curta, mas é uma delicia trabalhar com ela, que é uma figura maior do teatro. E com a Catarina Avelar. Nunca é tarde para se aprender, aprendemos, sempre, uns com os outros.

A que acha que se deve o sucesso deste projeto?
Penso que este sucesso tem muito a ver com o tipo de humor que é usado e que é diferente do humor praticado em determinados núcleos de algumas novelas. Faz, sempre, parte de uma novela um núcleo humorístico, mas esta novela assenta, sobretudo, no humor, no humor a que eu não chamaria non sense, chamar-lhe-ia humor absurdo, porque pode acontecer tudo e penso que o segredo está aí. É o inesperado, é o humor que vai muito ao encontro daquilo que as pessoas, também, querem ouvir, é um humor que tem alguma brejeirice, é popular quando tem de ser popular, é absurdo quando tem de ser absurdo, tem, também, algumas coisas non sense, mas acho que, destas componentes todas do humor, surge um produto que é abrangente, e, daí, talvez, o êxito que a novela está a ter.

Por que é que as pessoas não podem perder a segunda temporada de "Festa é Festa"?
Porque é a continuação do êxito que vem de trás! E, se vem de trás, nós estamos cá para contribuir para o sucesso da segunda temporada... da terceira... da quarta... E penso que, se, de facto, está descoberto o fio milagroso que pode fazer disto uma novela de êxito, então, que ele perdure.