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EXCLUSIVO

João Lima: do teatro para o elenco de "Festa é Festa"

A SELFIE marcou presença nas gravações do genérico da segunda temporada de "Festa é Festa" e conversou com João Lima, que se juntou ao elenco.

Como surgiu este desafio?
Em televisão, eu ainda só tinha feito uma série, quando tinha 12 ou 13 anos, "Campeões e Detetives". Depois disso, fiz formação de ator e só fiz teatro, até agora. Entretanto, chamaram-me para um casting e só me disseram que era um casting já relativamente especifico, no sentido em que sabiam as pessoas que queriam para o casting, não era um casting geral. E, passado um mês, estava eu a passar mal por causa da vacina da Covid-19, estava, literalmente, na cama, a passar mal (risos), recebi a notícia. Foi mesmo bom para superar (risos).

O que pode revelar sobre a personagem?
Não posso dizer muita coisa. O que posso dizer é que sou um recém-licenciado em engenharia agrónoma e que vou fazer a ruína nas meninas da aldeia, segundo ouvi dizer (risos). É suposto mostrar aquele lado do rapaz da cidade que já está habituado ao convívio e à interação com as mulheres e é suposto haver essa discrepância em relação aos rapazes da aldeia.

De que forma preparou a personagem?
É sempre especial, nem que seja porque não estou habituado a este registo. Tenho procurado agarrar-me muito aos meus colegas, porque estou mesmo a trabalhar com pessoas incríveis. Estudei um bocadinho, mas confesso que ainda tenho muito para estudar, é muito texto para decorar. Tenho andado a pesquisar, principalmente, a ver essa diferença de mentalidade que há na cidade e na aldeia. Consigo, mesmo fisicamente, ver essas diferenças, não só a mentalidade. A forma como interagimos uns com os outros é diferente. Estou muito interessado - e aqui é que tenho de ter cuidado para não falar demais - em transformar esta aldeia na aldeia mais biológica do país, portanto, estou muito curioso. Tenho muita genica, isso de certeza!

Há semelhanças entre si e esta personagem?
Algumas! Principalmente, nesta parte do biológico e do interesse pela natureza que ele, claramente, tem…identifico-me imenso. Vou ser sincero, esta agilidade com as meninas não tem nada a ver comigo (risos). Sou ator, estive três anos fechado numa sala a estudar, não tive esse treino como ele (risos).

Estava ansioso por contracenar com alguém do elenco?
Possivelmente, com o meu próprio pai, interpretado pelo Pedro Giestas, que já conhecia como ator e de quem gosto imenso. O facto de saber que ele ia fazer de meu pai foi um descanso, não sei explicar bem. Não senti nenhum nervosismo, pelo contrário, pensei: "Tenho aqui pessoas magníficas que me vão amparar e que não me vão deixar cair."

Sente o "peso" da responsabilidade pelo facto de a novela "Festa é Festa" já ser um grande sucesso?
Sim. Só espero não estragar o trabalho a esta malta, é isso que eu penso (risos).

A que acha que se deve o sucesso deste projeto?
Do pouco que conheço de novelas, isto é um registo muito diferente, quase a roçar a alta comédia, é muito surreal. E cai muito bem "no goto", sinceramente. Lá está, não é preciso uma coisa muito justificada, há cenas completamente "ridículas", e a piada está aí. Acima de tudo, acho que o sucesso vem da coragem dos atores para aceitarem estas situações.

Por que é que as pessoas não podem perder a segunda temporada de "Festa é Festa"?
Ui, não podem perder esta temporada, porque muita coisa vai acontecer! E acho, acima de tudo, que o meu núcleo familiar traz uma crítica social muito forte. A personagem da minha madrasta (Marta Melro) é incrível e acho que é uma boa lição de vida para as pessoas. Portanto, nem que seja por isso.

Vai haver tempo para férias ou já houve?
O máximo que fiz foi escalar. Faço escalada na rocha, então, fui para a Arrábida. A Serra de Montejunto é o meu próximo objetivo! O máximo de férias que consigo tirar neste momento é isso. Estou, também, em preparação para um espetáculo, uma peça de teatro, e, portanto, se não estou aqui, estou nos ensaios da peça. A minha vida tem sido isto!