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"Os estilos parentais condicionam imenso a saúde mental e física das crianças"

Como é que se combate a desinformação? Com informação baseada em evidências!

Psicóloga, mestre em Psicoterapia Cognitiva-Comportamental na área da infância e adolescência / OPP: 24317
  • 20 jul, 16:30
Criança com os pais
Criança com os pais

Fico preocupada com a forma como os pais, através de artigos como o que aqui exponho, olham para a violência física e psicológica, através de um estilo de educação autoritário, ou em casos de negligência, como num estilo permissivo. Aqui encontram validação e continuarão a perpetuar os mesmos padrões com as "costas quentes".
 

Hoje recebi uma mensagem a dizer que eu tinha de fundamentar o meu ponto de vista, não a pessoa que escreveu o artigo baseado exclusivamente na sua opinião sem fundamento. É esta porta que aqui se abre, o psicólogo é que tem de provar. Felizmente os psicólogos baseiam as suas práticas em estudos e naquilo que auscultam nas sessões. Foi com base nessas evidências que criei este vídeo (ver abaixo).

 

Os estilos parentais condicionam imenso a saúde mental e física das crianças, acompanhando-as para o resto da vida. Não é verdade que não há relação causa-efeito estabelecida.


 

Não existe essa geração de pessoas criadas com amor e diálogo que agora têm perturbações. As gerações até aqui foram marcadas por abandono, rejeição, humilhação, culpa, comparações, inibição emocional, pouco autocontrolo. Os problemas de saúde mental são elevados (apenas antes não se falava do tema), daí as taxas de alcoolismo e violência doméstica que temos. Teria sido importante consultar um psicólogo antes de chegar a uma conclusão que não existe (nem dentro do gabinete, nem fora dele).
 

 

Denunciar um caso de eventuais maus-tratos não obrigada à retirada da criança. A denúncia serve para sinalizar e, dessa forma, avaliar-se a situação, procurando dar à família o que ela necessita, como acompanhamento psicológico, apoio prático. Como não temos a certeza do que se passa, precisamos de denunciar para quem de direito avaliar.
 

Se possível, partilhem. Precisamos de limpar a mancha deixada por argumentações como esta.
 

Estamos juntos.

Tânia Correia
Psicóloga, mestre em Psicoterapia Cognitiva-Comportamental na área da infância e adolescência / OPP: 24317

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