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João Montez: "Os convites e as oportunidades são dados a quem os merece"

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A SELFIE conversou, em exclusivo, com João Montez, o novo apresentador do programa "Querido, Mudei a Casa".

Como foi receber este convite para apresentar o "Querido, Mudei a Casa"?
Confesso que foi com muita surpresa que recebi este convite. Sei que, hoje em dia, acaba quase por ser um cliché dizer que não se estava nada à espera, quando estas oportunidades batem à porta, mas esta é a verdade: quando o telefone tocou, estava longe de achar que seria um convite para apresentar o "Querido, Mudei a Casa". Logo este formato! Um programa que faz parte da história da televisão portuguesa, há vários anos, consecutivamente, líder no seu horário e já uma marca nacional consolidada no mercado. Se pensarmos bem, o "Querido, Mudei a Casa" é dos poucos (ou únicos) casos em que o formato, rapidamente, se consagrou numa marca e é reconhecido por isso mesmo, desde então. Quando surgiu o convite, apesar da surpresa, senti-me privilegiado e bastante orgulhoso por fazer parte desta história. Ainda assim, o "sim" foi pensado cuidadosamente, de forma a gerir, da melhor forma possível, essa mesma herança. Mas têm-me dito, sobretudo, que é um programa que me assenta que nem uma luva. Apresentador para toda a obra…será?

Além do apresentador, vamos ter mais novidades no programa?
Sim! Posso adiantar que sim. Essa foi logo uma das premissas anexadas ao convite. Não só por parte da produtora, mas também a pedido da TVI e… com muita vontade minha que assim fosse. O público vai ver (e sentir!) algumas delas, logo no primeiro programa. Mas não se pode desvendar tudo já… Uma coisa é certa: a essência de sempre do programa está lá! Mudamos casas, mas, sobretudo, mudamos vidas.

Como estão a correr as gravações?
Está a correr muito bem. Fui recebido de uma forma incrível! Mesmo. Com direito a algumas praxes… basta ver logo o primeiro programa para se perceber. E mais não digo… Fui recebido de uma forma incrível, por uma equipa de "Queridos" e "Queridas" - à frente e atrás das câmaras. Mesmo antes de iniciar as gravações, várias pessoas vieram ter comigo e falaram-me, bastantes vezes, da união de quem está por de trás do formato e do bom ambiente que se vive em cada dia de gravações. Quase como uma família, com momentos desafiantes a cada programa e uma química inigualável. Acho que isso pode, realmente, comprovar-se, depois, no ar. Talvez essa seja mesmo a razão para o sucesso do programa, a par da importância que cada renovação tem na vida das famílias que se candidatam. Há um fator emocional associado e estou a descobrir tudo, a pouco e pouco. Tem sido um turbilhão de emoções e um mix de ingredientes que, em conjunto, funcionam muito bem. Remodelação, decoração e um pouco de reality show. É curioso!

Qual o maior desafio?
O maior desafio, talvez, seja mesmo o confronto com as histórias, com a envolvência das mesmas e com alguns contextos menos positivos em que muitas das famílias portuguesas se encontram. Por vezes, é difícil não nos emocionarmos. Queremos sempre fazer mais. A par disso, no que diz respeito unicamente ao formato e à técnica, talvez seja bom que se tenha presente que é preciso inovar e fazer diferente, nunca esquecendo a verdadeira essência do programa.

O bichinho da bricolage e da decoração sempre existiu, ou está a descobri-lo? Qual a sua especialidade?
Pode dizer-se que o bichinho da decoração sempre esteve por cá. Já o da bricolage… esse anda por cá e por lá… de vez em quando! Tenho sempre muita vontade de aprender, assumo. Arriscava dizer que sei muito bem a teoria… agora, a prática foge-me das mãos. Literalmente!

Em casa, quem é que fica com essas tarefas?
Tentamos fazer uma divisão justa. Mas o meu jeito para a coisa é que é mesmo… terrível! Chamem-me para decorar, prometo que não desiludo. Esta tem sido a máxima lá em casa.

Quando vamos poder vê-lo na televisão?
A estreia desta nova temporada está para breve. Outubro é já amanhã…!

Teme pelas comparações com o antigo apresentador, Gustavo Santos?
Sei que irá sempre existir o fator comparativo, é inevitável. Sobretudo, por parte de um público especifico, que estava habituado a seguir o programa, de forma bastante fiel. Mas, na verdade, faz parte e é compreensível. No entanto, não temo. Creio que somos pessoas diferentes, pessoas que põem um determinado cunho no trabalho que fazem e que, por isso, serão distinguidas de forma natural. Isso será notório, à medida que o programa avance, o público perceberá. E espero que gostem do que irão ver, de coração.

Tudo acontece no momento certo? Este convite aconteceu no momento certo?
Sim, sem dúvida. Se já há muito que me sentia preparado para outros desafios, depois da estreia de "Sábado Na TVI!", no final do ano passado, ao lado da Mónica Jardim, sinto que - para além de ter crescido bastante a nível profissional, nessa altura - gosto de pensar que iniciei, também, uma fase em que só me é permitida a evolução. E essa evolução só se dá indo a jogo e jogando um jogo diferenciado, versátil e um tanto "camaleónico". Dado que vivemos um período conturbado das nossas vidas, cheio de dúvidas e incertezas relativamente ao futuro (e, obviamente, num contexto pandémico como este), creio que todos nós nos temos sentido receosos… não sou exceção. O convite surgiu pouco depois do confinamento obrigatório, logo, foi o momento certo para, de forma ponderada e serena, arregaçar as mangas e… mãos à obra!

Nas redes sociais, houve quem dissesse que o convite teve mão de Cristina Ferreira. Quer comentar?
Neste meio, tal como em tantos outros, quero acreditar que os convites e as oportunidades são dados a quem os merece, seja por talento, mérito, esforço, dedicação, trabalho ou até.. sacrifício. Tenho demonstrado vontade e ambição, ao longo do meu caminho, mas sou dos que olha a meios para atingir os fins. Sempre serei. Em cima da mesa, existiam várias hipóteses para o formato e a escolha já havia sido feita, dias antes da chegada da Cristina à Direcção de Entretenimento e Ficção.

Como é que olha para o futuro da TVI?
Como tanto se tem escrito, a TVI tem - efetivamente - memória, contando sempre com o contributo dos que fizeram do canal o que ele é hoje. Mas, também, tem os olhos postos no futuro, nunca esquecendo as escolhas do público, os gostos e o carinho que demonstram pelas caras que viram crescer. A aposta na aprendizagem e o não ter medo de arriscar. É com todos estes fatores em mente que se alcança a preferência do público.

Sente que há um reconhecimento do trabalho que tem vindo a desenvolver no canal?
Sim, penso que sim. A verdade é que já caminho para seis anos na estação televisiva à qual gosto de chamar casa. Além da gratidão que tenho para com os momentos e os desafios vividos até aqui, sinto que o reconhecimento do trabalho surge de forma proporcional à aposta que fazem no trabalho de determinada cara da estação. Isto é muito importante de se dizer e tantas vezes acaba por ser esquecido. Por isso, sim, consciente do trabalho que tenho desenvolvido até aqui, as conquistas vão-se dando, também, com o apoio de quem dirige. Fazer parte dos planos futuros do canal acaba por ser, também, a certeza de que estamos a percorrer o caminho certo.

A "sorte" tem dado muito trabalho?
Essa frase poderia muito bem ser a descrição perfeita da minha vida profissional até aqui. Sim! A sorte dá - realmente - muito trabalho. E, por vezes, esse trabalho acaba por nem chegar para se ter a tão desejada sorte. Mas considero-me muito feliz com o caminho construído, assente numa base de valores e princípios que respeito todos os dias.

Vai ter tempo para mais desafios na TVI, ainda este ano?
Para já, em paralelo com as gravações desta nova temporada do "Querido Mudei a Casa", irei continuar no "Somos Portugal", outro formato que me preenche na totalidade e do qual já faço parte desde 2015. Mas, até ao fim do ano, espero ter mais uma ou outra reunião para avaliar a viabilidade de outros projetos.

Que outros formatos gostava de experimentar na estação?
Adorava experimentar um formato, no qual se pudesse trazer, de novo, o gosto pelas boas conversas. De uma forma informal, sentida, com tempo e com momentos únicos, recheado de boas gargalhadas. Talvez um talk-show… sou fã deste tipo de formato, principalmente, os que fazem nos Estados Unidos. Ou então… até mesmo estar à frente de um documentário, por exemplo.

O público destaca muito a simpatia e a empatia do João. São essas as suas maiores armas?
Sim, acrescentando, talvez, também, a forma como abordo conteúdos e conversas, com proximidade ao entrevistado.

Os seus pais, também, estão felizes? O que é que eles mais dizem? E que conselhos dão? Confiam, plenamente, nas decisões e no caminho do João?
Os meus pais estão felizes, sim. Apesar de terem plena consciência de que o meio no qual me insiro é caracterizado por extrema instabilidade. Nem sempre é fácil e eles sabem-no. Mais do que conselheiros, acabam por ser os meus maiores ouvintes, mesmo à distância. E, talvez, os meus maiores críticos, também. Não se expõem, nem se dão o suficiente, mas gostam de acompanhar o panorama televisivo de forma paralela. Confiam nas minhas decisões, sempre.

E a namorada, está orgulhosa? Ela foi a primeira pessoa a saber da novidade?
Radiante, claro! Foi a primeira pessoa à qual liguei, mal surgiu o convite. Além do incentivo, fez questão de me mostrar todo o quadro, caso eu dissesse que sim a este vínculo com a estação. Estamos muito presentes na vida profissional um do outro.

Sente que o período de confinamento o fortaleceu, enquanto pessoa e à vossa relação?
Sim. Durante essa fase, costumávamos brincar e dizer que muitos dos casais que se viam confinados à mesma casa só poderiam ter uma das duas situações de futuro: ou terminariam rapidamente, ou seriam felizes, saindo da situação com os alicerces da relação ainda mais fortes. Acabámos por viver momentos de reinvenção pura… redescobrimo-nos!

Não posso deixar de perguntar se já há planos para casamento ou bebés?
Creio que ambas as situações já estiveram mais longe de acontecer… mesmo!

Conseguiu desfrutar de uns dias de férias? O que aproveitou para fazer? Por onde andou?
Numa altura como esta, tentámos tirar partido do melhor que o nosso país tem. Como a maior parte dos portugueses, andamos constantemente em road-trip… de norte a sul, este e oeste. Quase à moda do nosso querido "Somos Portugal!" Conhecemos sítios incríveis, vivemos experiências únicas que, de certa maneira, nos fizeram valorizar (ainda mais) este pequeno pedaço de céu onde vivemos. Foi um verão atípico, mas que, apesar de tudo, deixa boas memórias (pessoais).