EXCLUSIVO

Pedro Chagas Freitas abre o coração e fala sobre o amor pela mulher

A propósito do lançamento do mais recente romance de Pedro Chagas Freitas, M*rda Amo-te, a SELFIE falou, em exclusivo, com o autor para saber mais sobre a sua visão do amor e o romance que vive ao lado da mulher, Bárbara Teixeira, de quem tem um filho, Benjamim.

1.  Em matéria de  amor, confessa-se um especialista ou um ainda aprendiz? 

Sei o mesmo que todos os outros sobre o amor: nada. E é isso que mais nos fascina nele, não é? Quem sabe o que é o amor não sabe nada sobre o amor.

2.  Acredita que, atualmente, as relações amorosas são menos românticas? 

O que é o romantismo? Não me parece que tenhamos de etiquetar algo tão subjectivo. Amar é estar, é cuidar, é proteger — e é também perceber que cada um encontrará a sua forma de amar. Não vejo menos romantismo. Vejo pessoas que procuram, todos os dias, encontrar o romantismo que mais lhe serve. E isso não tem mal nenhum.

3.  Acha que todas as histórias de amor davam um livro?

Todas. No limite todas as histórias são histórias de amor. Tudo o que fazemos é movido a amor: pode ser a uma pessoa, a um ideal, a um sonho, a um objectivo. Tudo o que fazemos é por amor.

4.  Afinal, sempre há o segredo para um casamento feliz? Qual é o seu?

O meu é não andar à procura de segredos nenhuns. É fazer tudo o que podemos para que quem está ao nosso lado se sinta amado. Simples, não é? E no entanto tão complexo. Merda.

5.  Como começou a sua história de amor com Bárbara?

Começou como todas as outras: num momento era uma estranha e no momento seguinte a pessoa que amaria para sempre.

6.  O amor desvanece com o tempo ou aumenta com o passar dos anos?

Quero acreditar que ganha espessura, corpo, densidade a cada dia em conjunto. É pelo menos assim que o sinto.

7. "O amor é a pior coisa do mundo e não há nada melhor", escreveu. Já passou por grandes provações de amor? 

Amar é, no limite, uma grande provação: e a melhor das provações. Faz-nos encontrar todos os extremos. Amar é um desporto radical. Por isso, sim: já passei de tudo por amor. E ainda bem.