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Hugo Makarov revela tudo sobre as tatuagens que fez a Ljubomir Stanisic: descubra qual a mais inusitada!

O tatuador Hugo Makarov este à conversa com a SELFIE e revelou como nasceu a amizade com Ljubomir Stanisic e quais as tatuagens mais inusitadas que já fez ao famoso Chef de "Pesadelo na Cozinha".

Como surgiu a ideia e o convite para pintar o mural na fachada do restaurante Apple House, no "Pesadelo na Cozinha"?

Fruto da amizade com o Ljubomir, quando ele estava a preparar o programa, ligou-me para ver se podia pintar a fachada do restaurante, que fica perto do meu estúdio. A partir daí, foi relativamente simples e só pude ir mesmo no dia em que estavam a fazer as filmagens, dada a minha agenda.

Foi um grande desafio fazer isso de um dia para o outro?

Já estou habituado a trabalhar assim! Anteriormente, já fizemos mais projetos assim, sejam no restaurante ou em casa dele. O Ljubomir já conhece bem o meu trabalho e, também, me dá à vontade para dar asas à minha criatividade.

Era fã do "Pesadelo na Cozinha" antes?

Sim, era um espectador assíduo da primeira temporada. Na segunda é que já tive mais dificuldade em acompanhar, mas sou fã. Este domingo, também, vou estar curioso na estreia de mais uma temporada.

Quantas tatuagens já fez no Chef Ljubomir?

Na realidade, fiz quase todas as tatuagens que ele tem. Tatuei desde coisas relacionadas com a cozinha, a desenhos relacionados com a vida privada dele, bem como algumas mais loucas, como um alho que tem tatuado no rabo. Recentemente, fizemos uma granada em forma de coração.

Qual delas é mais caricata?

A do alho foi muito gira: foi em cima da mesa da sala da casa dele. Mas a mais especial e divertida foi a primeira que fiz, uma peça que começa na omoplata, quase na zona lombar, até ao cotovelo. Tem desde tachos a panelas, passando por facas e outro material de cozinha. Não foi a tatuagem em si, mas as horas que passamos à conversa enquanto a fazia, na cozinha dele, enquanto na sala estavam as pessoas a conviver. Acho que foi aí que nos tornámos mesmo amigos! Foi um momento de conversa muito íntima, em que fiquei a conecê-lo mais profundamente, apesar de, há cerca de 15 anos, já nos termos cruzado quando ambos trabalhamos num bar.

Ao ser tatuador acaba por ser, também, um pouco psicólogo quando está horas à conversa com os clientes enquanto os tatua?

Sim, porque há muita gente que não tem alguém que realmente as ouça. Agora, que tenho um estúdio privado, com uma porta fechada e um espaço só para mim, ainda sinto mais isso. Consigo ter conversas muito mais interessantes e as pessoas acabam por contar coisas que, às vezes, nem contam aos amigos.

É conhecido por ser o tatuador das estrelas...

Não, não acho que seja assim. Tatuo algumas pessoas que são conhecidas, mas acho que elas gostem que lhes chamem estrelas.

E há alguma que tenha gostado particularmente de tatuar?

Há uma que me surpreendeu pela positiva e que é uma querida: a fadista Mariza. Fiz-lhe aquela tatuagem com as rosas que lhe ocupa todo o braço e estivemos horas à conversa, a falar sobre as viagens e as peripécias que já viveu. É uma mulher muito divertida, com muita cultura geral e uma história de vida imensa. Não acho que os clientes conhecidos sejam mais importantes do que os outros, para mim são todos estrelas, pois a minha atenção está totalmente centrada neles naquele momento.

E há alguma tatuagem que seja mais especial ou que seja a que mais gostou de fazer?

Não consigo fazer isso... para mim, são todas especiais, por um motivo ou por outro.

Há algum desenho que se recuse a tatuar?

Fujo a tudo o que é política ou que vá contra as minhas crenças e princípios.

Há alguma pessoa que gostava de um dia tatuar?

Adorava ter tatuado o Zé Pedro, dos Xutos e Pontapés. É uma pessoa que admirava muito e gostava de ter a oportunidade de conversar com ele enquanto o tatuava.

E ao longo destes anos de carreira, já encontrou tatuagens que são um verdadeiro pesadelo? Já davam para fazer um "Pesadelo nas Tatuagens"?

Sim, claro! Há clientes que vêm com cada coisa assustadora para eu arranjar... São um pesadelo a nível da qualidade do material que foi utilizado, do desenho, do traço... Há de tudo, mas. felizmente, há bons tatuadores em Portugal!

Ao longo da sua carreira, destaca-se a criação da Popota, que regressa todos os anos. Já se fartou dela ou é uma criação na qual ainda se revê?

Tenho muito orgulho na Popota! Acho giro ver todos os anos aquela poersonagem a aparecer, mantendo sempre os mesmos traços do rosto, apesar das mudanças de roupa ou de aspeto físico. A cara não muda!

Já lhe pediram para tatuar a Popota?

Não, mas, se me pedissem, ia fazê-lo com muito orgulho.