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Rui Maria Pêgo: "Estamos a viver um inferno. Não é alarmismo"

Preocupado com o estado do país e o incumprimento do confinamento, Rui Maria Pêgo fez uma breve reflexão, nas redes sociais, sobre a pandemia Covid-19.

Depois de ter assistido à conversa entre Bruno Nogueira e o Dr. Gustavo Carona, médico anestesista e intensivista, num vídeo, em direto, para as redes sociais do humorista, Rui Maria Pêgo refletiu sobre o panorama nacional, defendendo que "estamos a viver um inferno".

"Não é alarmismo; é como se novos bocadinhos de vidro estivessem a circular, a todas as horas, no nosso sistema sanguíneo coletivo. Não se baralhem. Os profissionais de saúde já há muito que ultrapassaram os seus limites físicos e mentais. Como dizia o Gustavo Carona - era bom se as paredes dos hospitais fossem transparentes.", começou por escrever o locutor.

"Nas guerras, vemos os corpos; nos terramotos, a terra esventrada e as cidades engolidas. Com esta doença que não faz barulho, caímos no erro de achar que mais de nove mil mortos é algo banal. Os números já não dão náusea. Registamos mais depressa palavras como postigo e que já não há Padel. Arrume-se os faits divers, a pergunta mais importante de todas é esta: o que é que podemos fazer pelos outros? Para já, liquidar festinhas, encontros, jantares, beijinho", acrescentou, sublinhando o estado caótico dos hospitais, onde se assiste a um esforço coletivo por parte dos profissionais de saúde, e apelando ao bom senso no dever de cumprir o confinamento.

"Cumprir o confinamento. Não pesar o SNS. É simples! Quem continua a duvidar da existência da doença, quem não usa máscara, porque não lhe apetece, quem inventa conspirações pela verdade, está borderline na sociopatia. Este é o tempo da defesa. Fiquemos, por favor, todos em casa", concluiu.

Note-se que, segundo os dados mais recentes da Direção geral de Saúde, referentes ao boletim atualizado na passada terça-feira, dia 19,  Portugal é o país do mundo que regista mais casos diários de Covid-19 por milhão de habitantes, sendo, no momento, o quarto país do mundo com mais mortes em 24 horas.

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