Entrevistas

Excesso contam tudo sobre regresso aos palcos e o que (realmente) os fez voltar: "É apoteótico!"

Os Excesso conversaram em exclusivo com a SELFIE e abriram o coração para falar sobre o regresso daquela que foi a primeira boy band portuguesa.

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À margem do festival O Sol da Caparica, os Excesso falaram-nos sobre aquilo que têm sentido neste regresso aos palcos.

"Habituámo-nos mal no Altice Arena e no Super Bock, onde fizemos o nosso espetáculo de uma hora e 50 minutos. Agora, tudo o que é menos tempo do que isso, sabe a pouco, mas adoramos sentir as pessoas, sentir que se divertem", afirmou Gonzo. "É tão bom, é apoteótico!", acrescentou Melão, mais efusivo. Já João Portugal destacou: "O interessante é perceber que não só a geração que na altura nos acompanhava, como as gerações dos filhos e dos netos assistem agora aos nossos concertos e, mesmo sem conhecerem as nossas músicas, começam a cantá-las. É muito bom para nós sentir esse feedback do público."

Sobre a necessidade de se reinventarem passados mais de 20 anos desde a estreia da banda, Carlos sublinhou: "É mais do que necessário reinventarmo-nos. Aliás, é uma coisa que nós portugueses, lamentavelmente, não fazemos com muita frequência, que é adaptarmo-nos às circunstâncias. Eu costumo dizer que, debaixo da bandeira de Portugal, há um mote que é: 'Eu é que sei!' Nós, portugueses, temos a mania de que nós é que sabemos e que os outros não sabem nada. E isso não é assim que funciona. O reinventar é uma necessidade do ser humano de se adaptar primeiro aos tempos e às circunstâncias. Seria extremamente negativo e precoce da nossa parte voltar ao mundo artístico em Portugal sem nos reinventarmos. Agarrámos nos temas antigos, melhorámo-los a nível vocal, melhorámo-los a nível musical e arranjámos temas novos para que as pessoas realmente pudessem ver que os Excesso foram e continuam a ser a primeira boy band portuguesa."

Mas o que terão querido fazer diferente neste regresso do grupo? "Os penteados", brincou Duck. Mais introspetivo, Gonzo explicou o que os fez voltar a subir ao palco: "Quisemos tentar fazer algo único, algo com que as pessoas se identificassem, algo novo… mas com a noção da idade que temos. Logicamente, não podíamos fugir às coreografias, às canções e a tudo o que as pessoas sempre adoraram em nós. Mas com a noção da nossa idade. A nossa intenção foi sempre dar o melhor espetáculo possível que alguma vez demos. Essa foi a nossa razão de voltar para fazer aquele ponto final da melhor maneira possível. Acho que o fizemos. E essa é a razão pela qual também estamos a continuar a dar às pessoas um bocadinho daquilo que as pessoas querem ouvir. E estamos muito felizes com tudo o que aconteceu até agora."

A mesma visão é partilhada por Carlos: "O facto de termos mais concertos é algo que está a perceber por surpresa. Ao nível das músicas novas, temos o prazer de ter no grupo compositores e autores. O João Portugal, na verdade, é o compositor do nosso novo single, 'Na pressa de ser mais'. E a verdade é que os novos concertos surgem porque as pessoas estão a apelar. E nós estamos a tentar estudar e a viabilizar a hipótese de agarrar neste novo tema do João, que já estamos a apresentar em palco. As pessoas já o conhecem e o single ainda nem sequer foi lançado para as redes. Só no Instagram e no Facebook. E a verdade é que isso faz parte de alguma análise e instrospeção da nossa parte."

Questionados sobre se valeu a pena esperar mais de 20 anos pelo momento certo, Melão foi perentório: "Aconteceu. As condições reuniram-se. Poderia ter sido antes, mas as condições ideais não foram reunidas e aconteceu agora e ainda bem que aconteceu agora, porque o melhor está sempre para vir." Sobre o momento do regresso, Gonzo confidenciou-nos ainda: "O que eu acho que tem piada é que houve muitas alturas em que falávamos sobre isto e, se calhar há cinco ou seis anos, alguns de nós diziam: 'Epá, não, estamos velhos demais para isto.' Acabámos por nos reunir mais tarde e, sinceramente, eu olho hoje em dia para aquilo que fizemos e estou muito orgulhoso. Acho que estamos todos orgulhosos do que fizemos, muito mesmo, muito mesmo."

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