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Jornalista da TVI emociona-se, enquanto faz direto: "Essa pergunta mata-me"

António Pereira Gonçalves esteve em reportagem, próximo da aldeia-natal do jornalista da TVI, na fase de rescaldo do incêndio de Freixianda, em Ourém.

  • 15 jul, 12:50
Redação

Portugal enfrenta dias de muito calor e os incêndios têm fustigado várias regiões do país. Um dos fogos, que começou na passada quinta-feira, dia 7, no concelho de Ourém, só teve resolução na terça-feira, dia 11.

Em reportagem, na fase de rescaldo do incêndio de Freixianda, em Ourém, o jornalista António Pereira Gonçalves confrontou-se com um contexto que lhe era muito próximo: as chamas consumiram parte da aldeia-natal do repórter da TVI.

Em direto, o jornalista da TVI José Carlos Araújo passou a emissão para António Pereira Gonçalves e perguntou: "Como é que tens estado a ver isto, do ponto de vista pessoal? A ouvir pessoas que, provavelmente, conheces, e com o conhecimento de causa e, também, com a ajuda que o teu irmão deu no combate a estes fogos que assolaram esta freguesia."

De imediato, António Pereira Gonçalves emocionou-se e respondeu: "Essa pergunta mata-me. Eu, ontem, pedi para não trabalhar, porque tenho um pequeno terreno de Nogueiras, que estava na linha do fogo. Isto ao lado do que estas pessoas estão a sofrer não é nada, mas dá para perceber o que as pessoas sofrem e perdem com isto."

O repórter da TVI não hesitou em dizer o que estava a sentir e revelou, também, que só queria que o direto acabasse o quanto antes. "Custa-me imenso ouvir as pessoas. É mais fácil ouvir num outro lado. Aqui, é um martírio. Há sempre aquela impressão de que nós, jornalistas, temos de ser sempre frios ou que não nos podemos emocionar, mas não é assim. Eu estou aflito a dizê-lo e eu estou desejoso de que este direto acabe", garantiu.

José Carlos Araújo interrompeu o colega para o ajudar e pedir desculpa pela forma como introduziu o tema. "Parabéns pelo trabalho que tens feito. Um forte abraço", terminou.

Veja, agora, o vídeo completo.

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