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Esta é a primeira crónica do ano. É a primeira, também, em que me desligo do 'Big Brother' e tenho a liberdade de escrever sobre televisão e o universo à sua volta. Claro que o 'Big Brother' está sempre no meu coração e, agora, com a entrada do Bruno Savate, duvido que, um dia destes, não me contenha e não volte lá.

Vai ser um grande desafio para nós, para mim e para quem, ao longo dos últimos quatro meses, me foi lendo na SELFIE.

Escolhi a Iva Domingues. Estava indecisa entre outra mulher que admiro muito. Como feminista e interseccional, só podia estrear-me com uma mulher 'Capaz'. A caixa alta é porque é uma das fundadoras da associação Capazes que, com a sua força mediática pelas mulheres conhecidas que se uniram, nos fez olhar para o feminismo e igualdade de outra forma. Mesmo com os constantes atropelos.

Ontem, quando falava com a Cátia Soares, a minha coordenadora, perguntava se lançávamos este texto antes ou depois da entrevista que deu ao "Conta-me", da TVI. Ainda bem que me aconselhou o depois.

Apesar de acompanhar o seu percurso profissional com orgulho, foram as causas que a Iva defende, e vê-la na linha da frente, em lugares que menos esperava, que me fizeram segui-la. Saber que iria ser a sucessora dos 'Extras' nesta nova década foi a cereja no topo do bolo, uma vez que regressou ao projeto que iniciou em 2001.

Tenho assistido a alguns programas, porque estava curiosa. Uma mudança de apresentadora é sempre um registo diferente e a forma como conduz também. E tem desempenhado o seu papel muito bem. Com classe, com o seu estilo próprio e com um amadurecimento profissional que só se adquire com o tempo.

O "Conta-me" foi importante para entender muito mais sobre a apresentadora que, ao longo de mais de 20 anos, se desdobra em variadíssimos projetos televisivos e concessões, como explicou. O seu lado maternal, que sempre nos deu a conhecer, e o respeito mútuo que cativa nas suas relações são as bases da sua educação. Reforço sempre nas minhas crónicas que ter bases sólidas é muito importante para aguentarmos os momentos mais críticos.

Em muitas palavras me revi na Iva, principalmente na coragem de ir para fora e regressar em tempos incertos. Mas hoje não é sobre mim e sim sobre a mulher de Braga que adora Hip-Hop, futebol e prefere perder uma oportunidade para lutar contra uma injustiça.

Precisamos de mais mulheres assim em centros de decisão. Que entendam o verdadeiro sentido de igualdade, justiça social e que percebam que a música de intervenção e as suas mensagens, por vezes tem um papel determinante na nossa formação como pessoas. Que não virem costas à empatia com medo de perder um lugar ao sol.

Não posso deixar de referir que adorei vê-la na manifestação #BLM [Black Lives Matter], em Lisboa, enquanto eu derramava lágrimas nos Aliados, no Porto, nesse mesmo dia, ao deparar-me com uma verdadeira união. São estes momentos que distinguem as pessoas.

"Shipei" a Iva e vou continuar a acompanhar, porque é preciso não virar as costas à igualdade.

"Não se esqueçam de tratar os outros com gentileza".

A frase icónica deste seu novo projeto e que diz muito do papel que representa no "Big Brother - Duplo Impacto".

Nota: Shout out é uma expressão anglo-saxónica de elogio.