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Jorge Gabriel conta história inédita e comovente sobre o pai: "Das melhores heranças"

O apresentador Jorge Gabriel recordou o pai, ao partilhar, recorrendo às redes sociais, uma história emotiva.

Na passada terça-feira, dia 11, o Sporting Clube de Portugal sagrou-se campeão nacional, uma vitória que foi efusivamente celebrada, nas redes sociais, pelos adeptos leoninos, incluindo algumas caras conhecidas.

Foi o caso de Jorge Gabriel, que aproveitou o acontecimento especial para prestar uma homenagem ao pai, que era adepto do Sporting e faleceu no passado mês de janeiro.

"'Nunca me largues a mão'. Era mais do que uma ordem. Era um clamor, para que não me perdesse, tanto era o que me adorava. Tínhamos acabado de visitar o meu tio, que definhava num hospital, e seguimos, a pé, até ao velho Estádio José Alvalade, para o peão. O dinheiro de funcionário público não permitia loucuras. Era o tempo em que os miúdos - eu tinha 12 anos - podiam entrar na bola de borla. Derrotamos o União de Leiria, fomos campeões, e os dois, eu e o meu pai, invadimos o relvado, que acabaria por perder um pedaço que levei para casa. Corria o ano de 1980 e era a primeira vez que sentia a turba e ouvia tanto jubilo ao sr. Albano", começou por relatar o apresentador, que tem, agora, 52 anos.

Jorge Gabriel recordou outro momento especial, associado ao Sporting e vivido com o pai: "Dois anos depois, ninguém segurava, de novo, os leões. Os imbatíveis do 'Big Mal' [alcunha de Malcolm Allison, treinador do Sporting] foram ao Restelo e o empolgamento era tanto que, de novo, ouvi: 'Nunca me largues a mão.' E lá fomos ver, de novo, o Sporting, por ironia do destino, exatamente com o mesmo resultado: 3-1. Foi um castigo conseguir entrar. Estava mais 'espigadote' e os porteiros já não iam na cantiga de ter, apenas, dez anos."

"No final desse mesmo ano, recebemos o Dinamo de Zagreb, para a Taça dos Campeões. Fui sozinho. A minha primeira saída noturna, autorizada pelo meu pai. Exibição de luxo de António Oliveira, com três golos, que, nesse mesmo dia, perdeu o progenitor. Entrei para a bancada central por milagre, com 14 anos, agarrado a um desconhecido que garantiu ser meu avô", continuou a recordar.

"A loucura foi tanta que perdi o comboio de regresso e a hora combinada com o meu pai. Chave à porta. O meu pai abriu-a, encarando-me e pedindo explicações. Antes que dissesse uma palavra, afagou-me o cabelo e disse, apenas: 'Esquece isso. Que grande jogo.' Este ano, comemora o título longe de mim. No céu, acredito eu. E esta foi das melhores heranças que recebi. Para o senhor Albano, este é um clube de valores que torna o Sporting diferente de todos os outros", rematou Jorge Gabriel.

Veja, agora, algumas das melhores imagens de Jorge Gabriel, na galeria de fotografias que preparámos para si.

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