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Marisa Liz vítima de assédio sexual: "Seguiu-me às 2 da manhã"

Mariza Liz relatou um episódio de assédio sexual que viveu, aproveitando para deixar um apelo para que se aposte na educação como forma de erradicar o problema.

Marisa Liz juntou-se a um grupo de 17 mulheres que resolveram denunciar alguns casos de assédio sexual que viveram, numa reportagem publicada na revista Sábado.

"Durante anos, quando era mais nova, fingia falar ao telemóvel quando andava sozinha à noite. Saía do comboio e ia dizendo: 'Estou quase a chegar.' Desde cedo, sente-se essa insegurança, esse medo. Todas as mulheres o sentem", começou por contar a cantora, que assegurou nunca ter sido vítima de assédio sexual no meio profissional, mas que viveu uma situação difícil com um fã.

"Tive uma situação muito estranha, quando cantava no bar Templários [em Lisboa]. Ia lá um senhor que não falava com ninguém e ficava a olhar para mim. Um dia, quando tinha acabado de cantar, ele disse-me: 'Tu gostas de mim, mas ainda não sabes.' Eu fiquei em choque e não dei seguimento. Outra vez, esse mesmo homem, quando acabei de cantar, pediu para falar comigo e deu-me uma cassete com umas músicas. Nessa noite, tinha uma rosa no carro. Comecei a avisar a malta: 'Passa-se aqui algo estranho'", descreveu Marisa Liz.

"O pior foi quando, uma noite, entro no carro, e batem-me na janela, abro o vidro e gelei - era ele. Comecei a arrancar com o carro. E ele seguiu-me. Eram duas horas da manhã, estava sozinha e o que pensei foi parar em frente à esquadra da polícia. Parei o carro e ele passou. Fiquei ali um bocado e ele nunca mais apareceu", contou a cantora.

"O assédio é uma questão de poder. Mas é triste. Ouvires frases como: 'Miúdas a dançarem assim, estão à espera do quê?'", referiu, ainda, Marisa Liz, antes de salientar: "Para resolver o assédio, temos de ir à base do problema: a educação. Estes temas têm de ser falados na escola."