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Aos 51 anos, Jorge Gabriel fala sobre a família, a carreira e os sonhos por realizar

A SELFIE entrevistou Jorge Gabriel, que desvendou os cuidados que mantém com a saúde e a beleza. O apresentador revelou, ainda, qual o sonho que lhe falta realizar.

- Aos 51 anos, que cuidados tem para manter a jovialidade e boa forma?
Não tenho qualquer segredo de beleza e sou, talvez, das pessoas mais descuidadas com a beleza que conheço. O que faço diariamente é tentar encarar a jornada com um sorriso nos lábios e com um agradecimento permanente à vida. Além disso, tento manter uma alimentação saudável e equilibrada, evitando uma série de alimentos que são muito usuais na alimentação portuguesa. Evito fritos, carne vermelha, exageros nos hidratos de carbono, bebidas gaseificadas. Evito açúcar e sal, ou seja, faço exatamente o contrário daquilo que a maioria dos portugueses faz. Acho que somos aquilo que comemos. Preocupo-me bastante com a minha alimentação e alio a isto a prática de exercício físico, três a quatros vezes por semana. Creio que, assim, consigo manter-me com a energia e a boa disposição suficientes para poder estar satisfeito com a minha condição física aos 51 anos.

- Que tipo de exercício físico faz?
Ginásio é o que faço com maior frequência. Gosto de fazer cardio, mas tenho uma PT que me dá os treinos mais duros que já fiz na minha vida, mas com os quais obtenho os melhores resultados. Quando tenho um bocadinho mais de tempo, também jogo golfe.

- Qual a iguaria a que não consegue resistir?
Lampreia, pela qual tenho uma predileção e que só como uma vez por ano.

- Soubemos que está a realizar um tratamento dentário: pode explicar de que se trata?
A minha confiança no Dr. João Espírito Santo, do Medical Art Center, é tal que me sento na cadeira e deixo que ele faça o que entender necessário. Mas vou colocar um aparelho dentário invisível. Como comunicador é importante ter uma ótima higiene oral e, além disso, a posição dos nossos dentes tem influência na fonética.

- O que o motivou a fazer este tratamento?
É muito importante termos os nossos dentes devidamente alinhados para que possamos obter a nossa articulação mandibular no posicionamento correto, para não termos problemas, por exemplo, nas vértebras e na zona cervical. Ao não termos as mandíbulas no sítio certo, o nosso corpo vai ressentir-se desse desacerto entre um maxilar e o outro.

- Mas já sentia algum desconforto ou dores na coluna?
Sim, na zona cervical.

- E em termos estéticos, tinha alguma preocupação?
Não, a não ser umas 'falhazitas' nos dentes da frente, nunca tive nada de arreliador, ao ponto de me levar a fazer qualquer intervenção. Sempre tive os cuidados que qualquer pessoa deve ter, desde escovar os dentes após as refeições e usar fio dentário.

- Como incute nos seus filhos esta consciência acerca dos cuidados com a saúde oral?
É para isso que servem os pais: formar e educar os filhos. Felizmente, eles compreenderam há muito tempo a necessidade de se manter uma boa saúde oral. Não há birras na hora de lavar os dentes lá em casa, até porque tentamos sempre fazer desse um momento divertido e de partilha familiar.

- Em termos de projetos, o que está na calha?
Estou a preparar um novo programa, estilo documentário, em que entrevisto empresários e funcionários de empresas que, embora estejam sedeadas em Portugal, exportam mais de 90% da capacidade produtiva. Além disso, mantenho a minha ligação aos projetos de voluntariado dos quais não sou apenas padrinho, mas em que ponho, efetivamente, as mãos na massa: Associação Nuvem Vitória, que atua nas alas de Pediatria do SNS, onde conto histórias de embalar a crianças hospitalizadas; e a Associação Vida Norte, que apoia grávidas e bebés em situação de fragilidade dos concelhos do Porto e Braga. 

- Que sonho lhe falta realizar?
Adorava fazer um talk-show noturno e um programa infantil. Faz muita falta na televisão portuguesa um programa infantil, em que desse oportunidade às crianças delas brincarem, cantarem, dançarem, falarem, ouvirem… atos naturais do comportamento das criança.

- Este desejo está relacionado com o facto de ser pai, com filhos de idades muito variadas...
Tenho a felicidade de ter a mãe dos meus filhos muito presente e que me “substitui” na minha ausência, devido aos afazeres profissionais. A minha ausência aflige-me e atormenta-me, mas o mundo não é propriamente cor-de-rosa ou exatamente como nós o planeamos, pelo que tento tornar útil o tempo que passo com eles. No fundo, compenso essa “ausência” com tempo de qualidade. Tento, pelo menos…

- O seu filho mais velho já tem 27 anos: está preparado para ser avô?
Alguém que é pai do Pedro, que tem 4 anos, não está, de modo nenhum, preocupado com o facto de ser avô. Será certamente muito mais apaixonante e preocupante para o Duarte ser pai do que propriamente para mim. A ternura, o amor e o carinho serão imensos, mas a responsabilidade maior será sempre dos pais e não dos avós. 

- Sente que foi um pai diferente para o Duarte, de 27 anos, do que para os filhos mais novos? A diferente fase da vida teve peso?
Não há educações iguais, até porque todos os pais que tentem educar os filhos do mesmo modo não o conseguem fazer. Não há duas pessoas iguais, logo, não há dois filhos iguais. Os comportamentos das crianças, dos adolescentes e dos depois adultos serão sempre diferentes e a reação será adaptada a cada situação e a cada um deles. Não posso ter o mesmo comportamento que tenho com o Pedro, com a Maria, com a Madalena ou com o Duarte, pois são quatro indivíduos e personalidades completamente diferentes. Sou um pai diferente para cada um dos meus filhos.

- E o Jorge também é diferente há medida que os anos passam...
Ainda para mais… É evidente que a minha experiência com a paternidade me tornou uma pessoa mais tolerante e menos hermética com algumas das ideias que eu achava fundamentais para que os meus filhos recebessem uma educação adequada. Certamente, sou mais condescendente com o Pedro do que fui com o Duarte.

- Vê em algum dos seus filhos um sucessor? Gostava que algum deles lhe seguisse as pisadas?
Não, acho que nenhum deles esteja interessado em enveredar por esta área profissional. Nunca tive o desejo egoísta de que um dos meus filhos me seguisse as pisadas. Prefiro ser um facilitador para que eles cumpram aquilo que eles sonham.