Carlos Costa: "Nunca esperei perder o grande amor da minha vida da forma que perdi"
Numa entrevista concedida a Manuel Luís Goucha, Carlos Costa falou sobre a morte do namorado, mas, também, sobre a forma como lidou com a sexualidade e com a fama.
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Ana Albernaz
- 20 abr 2022, 12:26
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"A fase que mais me fez sofrer foi, sem dúvida, a perda do meu pai. Para mim, não era equacionável, o meu pai era para sempre, ficou muita coisa por dizer", começou por confessar Carlos Costa, na entrevista que concedeu a Manuel Luís Goucha.
No programa "Goucha", o cantor falou, ainda, sobre a morte do companheiro, em março deste ano, poucos meses depois de Carlos Costa perder o pai.
"Pediu-me sempre para não aparecer e eu respeitei. Era um cavalheiro. Era mais velho, ensinou-me muito. Levou-me a sítios que nunca tinha ido, levou-me a museus, ao Panteão, aos Mosteiro dos Jerónimos... Ele moldou-me, deu-me valores. Não era nada exuberante. Muito do que sou devo-o a ele", recordou.
Sobre a trágica morte, o artista desabafou: "Não consigo entender. Não há nada que possa dizer: foi por isto ou por aquilo. Andava desesperado a tentar perceber e parei, se calhar era suposto não saber".
"Agarrei-me ao trabalho, voltei a dizer sim [a oportunidades]. Arranjei outro trabalho, como agente imobiliário, e estou a adorar", adiantou, explicando que teve de encontrar alternativas profissionais para conseguir manter o estilo de vida que tinha quando vivia com o companheiro.
"Nunca esperei perder o grande amor da minha vida da forma que perdi", acrescentou, ainda, o cantor, que deixou um apelo: "Quando precisarem de ajuda, aquelas pessoas que sentem necessidade de pôr termo à vida ou que pensam nisso, por favor, procurem ajuda, aconselhem-se."
Veja, agora, os vídeos com a conversa de Manuel Luís Goucha com Carlos Costa.
Caso esteja a sofrer de algum problema psicológico, tenha pensamentos autodestrutivos, ou sinta necessidade de desabafar, deverá recorrer a um psiquiatra, psicólogo ou clínico geral, podendo, ainda, contactar uma das seguintes entidades:
- Conversa Amiga (entre as 15h e as 22h) - 808 237 327 (número gratuito) e 210 027 159
- SOS Voz Amiga (entre as 16h e as 24h) - 213 544 545
- Telefone da Amizade (entre as 16h e as 23h) – 228 323 535
- Telefone da Esperança (entre as 20h e as 23h) - 222 030 707
- SOS Estudante (entre as 20h e a 1h) - 239 484 020
