Teresa Guilherme recorda o fenómeno "Big Brother"

O "Câmara Exclusiva" esteve à conversa com Teresa Guilherme, que conduziu o "Big Brother", em Portugal, para recordar o programa que ficou na memória dos telespetadores como a "novela da vida real".

A chegada do "Big Brother" deu um novo rumo aos conteúdos televisivos do entretenimento e muitos foram os portugueses que se apaixonaram, rapidamente, pelo Zé Maria, a Marta, o Telmo, e tantos outros concorrentes anónimos, que viraram autênticas estrelas. 

"Toda a gente achava que o "Big Brother" ia mudar a televisão, no mundo inteiro, e, realmente, mudou. Achávamos que era um formato interessante, mas não pensávamos que ia fazer aquele boom e que, de facto, ia ajudar a TVI a subir e estar onde ainda está, até hoje. E que ia realmente mudar a perspetiva dos anónimos se tornarem famosos, na televisão, que foi o que aconteceu", começou por explicar a rainha dos reality shows.

Para a apresentadora, o mais surpreendente do primeiro Big Brother "foi o programa ir para o ar num domingo e as pessoas, na terça feira a seguir, já gritarem, na rua, «Zé Maria». As pessoas apaixonaram-se pelo Zé Maria, no primeiro dia".

"No formato original ninguém falava com os concorrentes. Fomos nós que começámos a falar e depois todos passaram a falar", acrescentou.

Teresa Guilherme ainda falou sobre os desafios com os quais se deparou, ao aceitar conduzir o formato que, até então, era uma estreia absoluta em Portugal: "Este programa é para um apresentador com experiência. [...] Toda a minha vida apresentei formatos difíceis".