Eduardo Beauté: "Nunca soube que queria uma criança com síndrome de Down até conhecer o Bernardo"

Eduardo Beauté: "Estar afastado dos meus filhos é a grande aventura deste reality show"
Eduardo Beauté com os filhos
Eduardo Beauté na Selfie

A propósito do Dia Mundial da Síndrome de Down, Eduardo Beauté fez questão de homenagear o filho mais velho, Bernardo, de oito anos.

Nas redes sociais, o cabeleireiro escreveu uma longa mensagem dedicada ao filho, que tem Trissomia 21.

"Jamais me passou pela cabeça que iria e queria ser pai de uma criança com Síndrome de Down, até ter uma. […] De início, poderá ter sido difícil de aceitar, difícil de apreciar, difícil de entender este presente à minha vida deste meu filho. [...] Nunca soube que queria uma criança com síndrome de Down até conhecer o Bernardo. Oh! Como o amo... parte por ele ser quem ele é, mas, também, parte pelo algo a mais que ela carrega consigo. [...] Como ele está entranhado na minha alma, ele enche-me de abraços e beijos e eu a ele, claro, geralmente ele não gosta muito de contato físico com as pessoas, mas comigo não é assim. Ele vem até mim, segura-me fortemente no meu pescoço e acaricia-me o meu rosto com as suas mãozinhas, beija-me as minhas bochechas, o meu filho é o meu segundo coração.", começou por escrever.

Bernardo, hoje com oito anos, mudou a vida de Eduardo Beauté para sempre: "Quando conheci o meu filho com 11 meses, li muito sobre pais que amam os seus filhos com síndrome de Down. [...] Até aqui, eu não achava que fosse possível aceitar uma deficiência intelectual ou ver algo de desejável nela. [...] Hoje, sou grato a Deus por ser o pai do meu filho Bernardo.”

De recordar que o cabeleireiro é, ainda, pai de mais duas crianças, Lurdes e Edu, ambas adotadas quando ainda estava casado com o modelo Luís Borges.

 

Hoje dia 21de Março foi o dia Internacional do Síndrome de Dawn. Jamais me passou pela cabeça de que iria e queria ser Pai de uma criança com síndrome de Down, até ter uma. Na altura em que tudo aconteceu, fiquei pensativo. Pensei não só no amor, mas também num grupo de palavras que me iriam acompanhar o resto da minha vida e o significado delas, perguntei-me se as reivindicaria não só em nome do meu filho, mas também em nome do cromossomo extra dele. Porque a deficiência cognitiva era de uma grande entrega e uma também grande responsabilidade. De início poderá ter sido difícil de aceitar, difícil de apreciar, difícil de entender este presente à minha vida deste meu filho. Bernardo tem agora quase 8 anos e posso dizer do fundo do coração, com todas as fibras que me fazem quem eu sou. Nunca soube que queria uma criança com síndrome de Down até conhecer o Bernardo. Oh! Como o amo... Parte por ele ser quem ele é, mas também parte pelo algo a mais que ela carrega consigo. Porque algumas das coisas que ele faz e algumas das coisas que amo tanto nele são coisas que ouvimos dos outros com o mesmo síndrome. Como ele está entranhado na minha alma, ele enche-me de abraços e beijos e eu a ele, claro, geralmente ele não gosta muito de contato físico com as pessoas, mas comigo não é assim. Ele vem até mim, segura-me fortemente no meu pescoço e acaricia-me o meu rosto com as suas mãozinhas, beija-me as minhas bochechas, o meu filho é o meu segundo coração. Quando conheci o meu filho com 11 meses, li muito sobre pais que amam os seus filhos com síndrome de Down e pensei, (tudo isto é muito bonito, maravilhoso, tudo tem um lado muito bonito, eu quero e aceito o meu filho com síndrome de Down). Até aqui eu não achava possível que fosse possível aceitar uma deficiência intelectual ou ver algo de desejável nela. Mesmo agora, equanto escrevo estas palavras, penso no que eu seria se não tivesse o meu Bernardo, penso no que os meus amigos de sempre e pergunto-me se eles lerem este texto, se sentem o mesmo que eu, que fui abençoado por DEUS. Sou grato a DEUS por ser o pai do meu filho Bernardo...

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