Fátima Lopes desabafa sobre violência doméstica: "Sou mulher, não sou um objeto"

Igor Pires
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A apresentadora fez uma importante reflexão sobre este flagelo.

A propósito do caso trágico de um pai que matou a sogra e a filha de apenas dois anos, Fátima Lopes partilhou uma importante reflexão e um desabafo sobre a violência doméstica. 

"O ano 2018 foi negro, no que toca ao número de vítimas mortais, mas infelizmente 2019 já arrancou a dar sinais de não vir a ser melhor. A criatura que alegadamente matou a sogra e, mais tarde, a própria filha, uma bebé de dois anos, despertou em mim, uma vez mais, uma revolta imensa e uma vontade de gritar a plenos pulmões: Chega!!! Basta!!! Quem são estas criaturas que olham para as mulheres como meros objectos, propriedade sua, que usam a seu bel-prazer, que põem e dispõem tudo nas suas vidas e que se acham no direito de dominar por completo aquelas a quem um dia disseram amar? Não posso chamar homens, a esta laia de gente", escreveu a apresentadora no seu blogue pessoal, "Simply Flow".

Sem ignorar que alguns homens também estão sujeitos a violência doméstica, Fátima Lopes frisou que este flagelo continua a ter as mulheres como principais vítimas: "Ainda subsiste na sociedade portuguesa a ideia arcaica, de que a mulher é propriedade do homem. E não vale a pena dizer que isso é só nos meios rurais ou nas classes mais desfavorecidas. Não é verdade. É transversal a toda a sociedade, a todas as classes sociais e a todas as faixas etárias. É preciso educar para a igualdade e para o respeito.Em casa e na escola. É preciso, de pequeninos, ensinar os nossos filhos a respeitar de igual modo todos os géneros, a distribuir tarefas e responsabilidades de igual modo, a valorizar o outro."

Para a apresentadora, a educação é a melhor solução. Mas não só: "Para mudar este cenário, há que educar, educar, educar, condenar com penas pesadas estes agressores, acabar com as penas suspensas e não permitir que regressem à liberdade sem provas claras de mudança. Por fim, a todos nós, cabe-nos denunciar e jamais sermos coniventes com a violência doméstica."