Fátima Lopes: "Se quando olho para mim só vejo defeitos, como é que quero ter o brilho que atrai os outros?"

Fátima Lopes na Selfie
Fátima Lopes e o afilhado na Selfie
Fátima Lopes e Rui Oliveira no "Monte do Manel"
Fátima Lopes de férias na Irlanda

A apresentadora recorreu ao blogue pessoal, "Simply Flow", para sublinhar a importância do "amor próprio".

"Muito se fala da importância de termos amor próprio, mas nem sempre nos explicam como é que lá chegamos. Na minha experiência a ouvir histórias de vida, constato que em geral as pessoas que viveram uma infância rodeada de afecto, amor e reforço positivo, têm uma maior auto-estima e amor próprio. Já quem foi criado um pouco por sua conta, ou com pessoas incapazes de amar e cuidar, tem por norma dificuldade em valorizar-se e, no limite, amar-se", começou por escrever, num texto que intitulou de "prioridade: amor próprio".

Fátima Lopes chega mesmo a sugerir alguns exercícios que considera fundamentais para fortalecer a autoestima: "A forma como nos vemos e avaliamos, é extremamente importante para aquilo que vivemos."

"[...] Acredito que tudo começa nos nossos pensamentos, nas nossas crenças e nos nossos padrões, se não os alterarmos teremos muitas dificuldades em mudar o rumo da nossa vida. [...] Pensando numa frase batida, mas muito válida: se eu não gostar de mim, quem é que vai gostar? E é mesmo assim! Se quando olho para mim só vejo defeitos, como é que quero ter a luz e o brilho que atrai os outros? A nossa auto imagem é muito importante para aquilo que os outros nos devolvem. É claro que podemos criar uma capa e apresentarmo-nos sempre como as pessoas mais confiantes, mais cheias de amor próprio, mesmo não o sentindo. Só que isso tem uma factura muito pesada: um vazio que traz sofrimento. Porque quando nos encontramos a sós connosco, continuamos a ver-nos pequeninos, desamparados e mal amados", continuou.

Depois de introduzir a máxima "o tempo traz aprendizagens e são elas que nos permitem fazer melhor no dia seguinte", Fátima Lopes aconselhou: "Não vale a pena permanecer zangado com a pessoa que era naquele ano, naquele dia, porque era fruto do que a vida lhe tinha ensinado até então. Hoje, é outra pessoa, porque o tempo tem esta virtude de nos ir enriquecendo. Então, aceite a pessoa que era, valorize-a e perdoe-a, se for caso disso. Só assim a poderá amar, porque reconhece a sua condição humana. [...] A perfeição não existe. Por isso, seja tolerante consigo, valorize o seu empenho, o seu crescimento e isso fará aumentar o seu amor próprio. [..] Mas lembre-se: se se aceitar amar como é, os outros corresponderão de igual modo.”