Internacional

Guerra na Ucrânia. Sean Penn lamenta: "Se permitirmos que Zelensky lute sozinho, a nossa alma americana está perdida"

Sean Penn encontrava-se na Ucrânia, quando a guerra deflagrou no país. Num comunicado recente, o ator deixou um desabafo sobre a importância da cooperação com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Sean Penn é reconhecido como um dos atores de Hollywood que se mais se envolve em causas ativistas. Por exemplo, em 2012, Sean Penn recebeu o cargo de Embaixador Geral do Haiti, pelos trabalhos humanitários que tem desenvolvido na região, desde o sismo que atingiu a maior parte do capital, Porto Príncipe, em janeiro de 2010.

Mas vamos viajar mais para trás no tempo. Mais propriamente para 2002. Um ano após o atentado ao World Trade Center, Sean Penn embarcou para o Iraque com um objetivo: protestar contra os planos do governo do, então, presidente dos Estados Unidos da América George W. Bush, que pretendia atacar o Médio Oriente.

O protagonista de "Milk" também não conseguiu ficar indiferente a outro momento trágico da História: a invasão da Ucrânia, por tropas russas. Aliás, quando a guerra deflagrou, Sean Penn, de 61 anos, estava no país, para produzir um documentário sobre a escalada de tensão que já se fazia sentir. A data de estreia do filme está, ainda, por definir. O ator encontrava-se na capital da Ucrânia, Kyiv, quando começaram os primeiros ataques. Sean Penn acabaria por abandonar o país, pelo próprio pé, ao lado de milhares de refugiados.

No decorrer da guerra, o gabinete de Volodymyr Zelensky, presidente ucraniano, afirmou, num comunicado citado pela CNN Portugal, que Sean Penn iria "contar ao mundo a verdade", considerando-o, inclusivamente, como um "verdadeiro amigo da Ucrânia". "Demonstra a coragem que a muitos tem faltado, em particular a alguns políticos ocidentais. Quantas mais pessoas houver assim - verdadeiros amigos da Ucrânia, que apoiam a luta pela liberdade -, mais rapidamente poderemos parar esta invasão hedionda da Rússia", assinalou o documento.

"A Ucrânia é a ponta da lança para o abraço democrático dos sonhos. Se permitirmos que Volodymyr Zelensky lute sozinho, a nossa alma americana está perdida", lamentou o ator num comunicado, dois dias depois do começo da guerra.

Recentemente, em entrevista ao programa "Anderson Cooper 360", Sean Penn recordou o encontro com o presidente ucraniano no dia anterior à invasão russa e a reunião que teve com o político, logo no primeiro dia de guerra: "Não sei se ele sabia que nasceu para isto, mas era claro que estava na presença de algo que era novo para o mundo moderno em termos de coragem, dignidade e amor", sublinhou, mostrando-se bastante emocionado. "Fiquei impressionado e comovido por ele, e aterrorizado por ele e pela Ucrânia", completou.

Veja, agora, as imagens das gravações do documentário de Sean Penn, na Ucrânia, na galeria de fotografias que preparámos para si.

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