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Cláudio Ramos deixa mensagem emotiva a Liliana Campos: "Desfiz-me em lágrimas, assim que desligou"

Cláudio Ramos na gala do "Big Brother"
Liliana Campos na Selfie
Pedro Lima na ficção da TVI

Depois de Liliana Campos ter apelado ao bom senso e à compaixão dos portugueses, pelo momento difícil que a família de Pedro Lima está a sofrer, Cláudio Ramos comentou o momento nas redes sociais.

O apresentador do "Big Brother", amigo de longa data de Liliana Campos, não ficou indiferente à dor da apresentadora do "Passadeira Vermelha" que, dois dias após a morte de Pedro Lima, um dos seus melhores amigos, fez questão de, ainda assim, estar no programa, para poder repor verdades e apelar aos portugueses para que tenham em atenção o que se diz e faz, nestes momentos difíceis.

"Quem conhece a Liliana como eu, conhece-lhe o coração. Sou amigo dela. Discordamos muito, e tantas vezes, mas isso jamais quebrará o que nos liga. Hoje, falei com ela ao telefone. Desfiz-me em lágrimas, assim que desligou. Está frágil. Tem a dor marcada na garganta, a arranhar-lhe tudo por dentro. Uma dor que acumula, porque já há muito tempo que a dor não a desampara", começou por escrever.

"Vê-la, publicamente, contar a verdade dos factos que se sabem e se podem contar foi, talvez, a mais bonita homenagem que o Pedro pode ter recebido. Usou a dignidade para a contar. Apelou à bondade. Não falou a apresentadora. Falou a amiga, a comadre, a filha... a vida tem coisas tramadas. Uma delas é que a Liliana achou que tinha a vida toda para tirar fotografias com o Pedro. Achou o que achamos todos quando ousamos dar como garantido qualquer coisa. O melhor é não darmos nada como garantido e irmos olhando para o álbum e ver se nos faltam fotografias. Nem que sejam de memória. Que é o que nos fica" continuou.

"Um beijo, querida amiga. Já mereces alguma tranquilidade. Entretanto, lembrei-me de que, talvez, no céu, a tua mãe já esteja a preparar um doce para o Pedro. Já que eu não tive o privilégio de os comer. Quando se encontrarem, dirá que está orgulhosa do que te viu fazer hoje por ele", concluiu, deixando muitos fãs sensibilizados com o gesto de ambos.

Recorde as palavras de Liliana Campos: "Hoje, é um dia triste para mim. O meu diretor tinha-me dito que eu não precisava de estar aqui, mas quis estar aqui para falar consigo, que está aí desse lado, porque há muita coisa que tem sido dita ao longo destes dias. Devo isto ao Pedro, devo isto à Anna [Westerlund], devo isto aos miúdos e ao resto da família."

"O Pedro é meu compadre. Conhecemos-nos há quase 30 anos e, desde o momento em que o João Francisco nasceu, ele passou a ser meu compadre e eu a madrinha. Nunca mais ouvi o Pedro dizer o meu nome. Nos últimos dias, muita coisa foi escrita, foi dita, e eu queria que soubesse por mim que nem eu, nem o Rodrigo [marido de Liliana Campos] recebemos as tais mensagens antes de acontecer o que aconteceu. Foram dois amigos do Pedro", explicou Liliana Campos, que fez questão de sublinhar a importância de não se atribuírem culpas pelo que aconteceu. "O Pedro não é culpado, os amigos não são culpados, muito menos a Anna e os meninos. Se não tiver nada para dizer, não escreva isso, porque pode estar a causar uma dor enorme a quem está do outro lado. Já basta o que basta, já basta toda esta tragédia, tudo isto que não há palavras para descrever", continuou a apresentadora.

Liliana Campos mostrou-se, também, indignada com o facto de as filhas de Pedro Lima estarem a ser alvo de bullying, por parte de colegas da escola. "Estão a receber mensagens a dizer que é bem feita terem perdido o pai. Isto é terrível para uma criança que ainda não sabe o que a espera. É um trauma que vai carregar para o resto da vida, quanto mais mensagens destas. Está em casa, veja o que é que os seus filhos fazem!", apelou, ainda, a profissional de televisão.

"Ele era o melhor pai do mundo, o homem mais apaixonado, o amigo mais querido, um excelente profissional. Era um homem à antiga. Já não se fazem homens assim. É dessa forma que vos peço para se lembrarem do Pedro e que não especulem o que é que aconteceu ou deixou de acontecer porque nós, que estamos ali, ainda não sabemos. E não se esqueçam de que estas crianças – são cinco filhos que o Pedro deixou – têm acesso às redes sociais, à Internet, assim como os seus filhos têm. Coloque-se um bocadinho no lugar daquela mãe, que, nesta altura, não sabe o que há de fazer, porque nenhuma de nós saberia. Aquela família precisa de nós e das nossas orações. É isso que peço. Rezem pelo Pedro e por aquela família e não sejam maus."

Caso esteja a sofrer de algum problema psicológico, tenha, recorrentemente, pensamentos autodestrutivos ou sinta necessidade de desabafar, deverá recorrer a um psiquiatra, psicólogo ou clínico geral, podendo, ainda, contactar uma das seguintes entidades:

- Conversa Amiga (entre as 15h e as 22h) - 808 237 327 (número gratuito) e 210 027 159

- SOS Voz Amiga (entre as 16h e as 24h) - 213 544 545 

- Telefone da Amizade (entre as 16h e as 23h) – 228 323 535

- Telefone da Esperança (entre as 20h e as 23h) - 222 030 707

- SOS Estudante (entre as 20h e a 1h) - 239 484 020