Cristiano Ronaldo vai permanecer na Madeira devido a pandemia do coronavírus

com Lusa
Covid-19: Cristiano Ronaldo recusa-se a regressar a Itália
Cristiano Ronaldo na Selfie

A Juventus revelou que Cristiano Ronaldo iria permanecer na Madeira à espera de novidades sobre a situação em torno do coronavírus, horas antes de anunciar que o futebolista Daniel Rugani está infetado com Covid-19.

"Cristiano Ronaldo não treinou e permanece na Madeira a aguardar desenvolvimentos relativos à atual situação de emergência de saúde”, pode ler-se no comunicado da ‘vecchia signora’, publicado algumas horas antes daquele no qual foi confirmado o caso positivo de Daniele Rugani, o primeiro jogador da Serie A a dar positivo pelo Covid-19.

Neste último comunicado divulgado no site oficial, o clube de Turim revelou que o defesa está infetado com Covid-19, embora não apresente sintomas.

"O futebolista Daniele Rugani deu positivo no teste para o coronavírus Covid-19 e está atualmente assintomático. A Juventus já começou a ativar todos os procedimentos de isolamento estabelecidos por lei, incluindo todas as pessoas que estiveram em contacto com ele", pode ler-se no comunicado.

O central internacional italiano, de 25 anos, está a cumprir a quinta temporada consecutiva nos octocampeões de Itália, sendo que esta época participou apenas em sete partidas, quatro das quais neste ano civil, diante de Udinese, Roma, Brescia e SPAL.

O Governo italiano decidiu, na segunda-feira, suspender de forma temporária o campeonato italiano de futebol, devido ao avanço significativo do Covid-19 em Itália, o segundo país do mundo mais afetado pela pandemia, a seguir à China.

A decisão governamental, com efeitos imediatos, vai afetar, durante várias semanas, o campeonato italiano, que é liderado pela Juventus.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou na quarta-feira, dia 11, a doença Covid-19 como pandemia, justificando a declaração com "níveis alarmantes de propagação e inação".

A pandemia de Covid-19 foi detetada em dezembro, na China, e já provocou mais de 4.500 mortos em todo o mundo.

O número de infetados ultrapassou as 124 mil pessoas, com casos registados em 120 países e territórios, incluindo Portugal, que tem 59 casos confirmados.

Face ao avanço da pandemia, vários países têm adotado medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena inicialmente decretado pela China na zona do surto.

A Itália é o caso mais grave depois da China, com mais de 12.000 infetados e pelo menos 827 mortos, o que levou o Governo a decretar a quarentena em todo o país.

O Governo português decidiu suspender na terça-feira todos os voos com destino ou origem nas zonas mais afetadas em Itália.