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SELFIE SEM FILTROS

Blaya: o corpo, a sexualidade e o ódio nas redes sociais

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Convidada da rubrica SELFIE SEM FILTROS, Blaya falou sobre as mensagens que passa através das redes sociais e os ataques de ódio de que é alvo.

Nesta fase, tem sido também muito importante para a cantora sentir-se bem com o corpo e sensual durante a gravidez: "É muito importante vermos as nossas curvas e não acharmos que estamos gigantes ou que é um exagero ou, até, que o próprio parceiro não acha isso atraente. Em primeiro lugar, nós temos que nos sentir atraentes e mostrar que estamos belíssimas. É uma modificação incrível do nosso corpo, porque há um ser que está a crescer! É uma fase mesmo muito memorável e acho que as mulheres têm que tirar partido disso e verem-se belas. Não verem como uma coisa má e feia… Mostrem as vossas curvas! Os vossos parceiros ou as vossas parceiras vão adorar as curvas."

"Quanto menos vergonha e receio eu tiver de querer puxar por outras mulheres e por outros homens, melhores vamos ser daqui para a frente, não é? Por isso, muitas das vezes, eu faço posts e publico fotografias, que, para algumas pessoas, são polémicos, mas, na verdade, eu publico porque sinto, porque me apetece. Não com a intenção de provocar, mas porque me apetece fazê-lo e porque sei que isso vai dar força a outras pessoas para, também, o fazerem. Acho que, cada vez mais, as pessoas estão mais à vontade para mostrarem quem elas são, mas, cada vez mais, estão a mostrar menos quem elas são. Então, uma pessoa, às vezes, tem de puxar as pessoas cá para baixo, para a realidade, e mostrar-lhes que nem todas as pessoas têm aquela realidade e podem ter aquela realidade. Todas as pessoas são diferentes e nós temos é que mostrar a nossa diferença e não ter receio dessa diferença", sublinhou Blaya,

"O tipo de dança que eu faço… acho que é por ter sangue brasileiro e por querer que as outras mulheres experimentem como é o corpo delas, querer dar-lhes a confiança de explorarem e de não terem vergonha de explorarem o corpo delas, mesmo que estejam sozinhas em casa. Eu gosto e quero que elas explorem e se sintam, cada vez mais, à vontade com o que elas têm e com o que elas são", acrescentou.

Passar esta mensagem não tem sido tarefa fácil, como contou a cantora: "Não é fácil. Uma pessoa vai levando por tabela, às vezes, sou muito mal interpretada, mas é um trabalho que tem de ser feito e que tem de ser feito durante muito tempo. As pessoas também não mudam o que têm na cabeça de um dia para o outro. Estão a nascer mais bebés e nós vamos ensinar a esses bebés como é que as coisas são... igualdade de género... ensinar tudo bem, porque, no caso das pessoas mais velhas, a mentalidade já é um pouco mais complicada de mudar, mas com persistência nós chegamos lá. Agora, tenho é um pouco de pena por as mulheres não se juntarem, também, a esta 'guerra' e fazermos as coisas mudarem da melhor maneira."

A sexualidade é outros dos temas abordados, nas redes sociais, pela artista, que já tem sentido algumas mudanças.

"Hoje em dia, já existem muitas mulheres, aqui em Portugal, a falar sobre sexo. Porque as mulheres também estão cada vez mais curiosas para saber como podem fazer, como podem usufruir da melhor maneira. Eu, até, acho que no lado dos homens é que existe, ainda, um bloqueio porque eles ainda vêem isso como uma cena ainda mais porca. Agora, as mulheres já se estão a habituar mais a este mundo novo e a perceber que a sexualidade faz parte de nós e que temos que a cuidar da melhor maneira e não a pôr de parte, porque ela está presente e nós temos que tirar partido dela da melhor maneira possível, para termos prazer e para darmos, também, prazer", frisou.

Ainda a propósito das mensagens que tenta passar nas redes sociais, Blaya falou sobre os ataques de ódio que sempre recebeu: "Quando eu fumava - fumava ganzas, toda a gente sabe - tinha que evitar publicar, porque ia trazer problemas. Às vezes, tenho que pensar se a foto está cuidada, se, lá atrás, se vê a roupa suja... Há pormenores que vão ativar qualquer coisa na mente da outra pessoa que está a ver e que a vão levar a fazer um comentário de ódio. Neste momento, tenho que ter cuidado com as coisas que estão à minha volta, para, depois, evitar esse tipo de comentários."

"Na altura em que pari a Lau, as pessoas eram mesmo muito maldosas, porque diziam coisas, como: 'Vai arrumar a casa'; 'Estás a amamentar com os cães aí ao lado?'… Comentários que as pessoas tinham por ter. As pessoas podem muito bem comentar coisas que elas não gostam, mas de uma forma educada e que não seja negativa", sublinhou.

Leia a entrevista completa AQUI.