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SELFIE SEM FILTROS

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Convidada da rubrica SELFIE SEM FILTROS, Blaya falou sobre falou sobre o percurso na música e confessou que não se arrepende de nada.

Com apenas 19 anos, Blaya veio para Lisboa tentar a sorte e acabou por integrar um das bandas portuguesas de maior sucesso, os Buraka Som Sistema: "Vim dançar para um grupo que são os Ritmos Urbanos. Também cheguei a ser bailarina do TT e, depois, entrei nos Buraka Som Sistema, como bailarina. Depois, num dos concertos que tivemos no Rock in Rio, perguntei se podia cantar uma música e, depois, fui cantando, cantando, e fiquei a vocalista/bailarina. Para mim, acho que toda a gente devia ter ido a um concerto dos Buraka, porque ia sentir o que era uma performance cheia. Se não foram, então, perderam muito."

Sobre a possibilidade de a banda voltar a reunir-se, a cantora deixou a porta aberta: "Acho que sim... Ainda não passou muito tempo, nós acabamos em 2016, por isso, talvez, nos dez anos. Estou a mandar para o ar, não faço a mínima ideia, mas acho que pode vir a acontecer, sim, porque, realmente, era uma equipa que fazia acontecer de uma maneira incrível e acho que todos nós temos saudades disso."

Nesta fase, também os pais foram o grande apoio de Blaya: "Os meus pais iam a muitos concertos. Até foram ao Sudoeste! Eles, por acaso, gostam muito."

Alguns anos mais tarde, surgiu a carreira a solo. "Foi o momento certo, estava com as pessoas certas, foi no momento em que o funk estava a rebentar em Portugal e o 'Faz Gostoso' foi o primeiro single que nós escolhemos." Single esse que viria a ter versões de Madonna e Anitta: "Acho que o fator sorte está sempre incluído nas nossas vidas. Tive sorte que a Madonna estava a morar aqui, que os filhos ouviam muito a minha música nas rádios e que ela quis fazer uma versão, e que a Anitta também incluiu o tema no repertório do concerto dela no Rock in Rio. Trabalhámos para que isto fosse um hit mundial, super universal, que toda a gente pudesse cantar e dançar."

Mais recentemente, surgiu a primeira balada, dando a conhecer um outro lado da artista.

"Eu sou muito versátil. Comecei com rap, depois, fui para os Buraka, que é assim meio eletrónico, afro, músicas do mundo… depois, viajei por todo o mundo e, então, as minhas influências são mesmo uma imensidão de coisas. Sou brasileira, ou seja, já tenho o brasil em mim, tenho o afro em mim, tenho Portugal em mim e, agora, durante este tempo todo em que estivemos em casa, tive oportunidade para explorar, para aprofundar mais este estilo que gosto de compor, de ouvir, de cantar... e fui arriscar. Acho que faz todo o sentido um artista arriscar. Tendo eu muitas influências diferentes, gosto de lançar várias coisas diferentes. Podia ter lançado o 'Faz gostoso' e a música a seguir ser uma onda mais ou menos igual, mas não. Foi uma onda, completamente, diferente. E eu gosto disso! Gosto de jogar as coisas que tenho aqui dentro e gosto de dar ao público as coisas diferentes que tenho aqui dentro."

Olhando para trás, será que a cantora mudava alguma coisa? "Não, não mudava nada. Na minha vida, eu só vou, vou, vou... Não me arrependo de nada. Se aconteceu, por alguma razão, tinha que acontecer, e acho que estou no caminho certo. Umas vezes, custa mais do que outras, mas, olha, a vida não é assim tão fácil como, às vezes, aparenta ser."

Leia a entrevista completa AQUI.