Big Brother

Cláudio Ramos e a reflexão final do "Big Brother": "Tivemos, muitas vezes, que travar a emoção"

Foi nas redes sociais que Cláudio Ramos fez um balanço da última edição do "Big Brother", naquele que foi o pós-última gala.

No passado domingo, dia 2, assinalou-se a última grande noite do reality show da TVI, que sagrou vencedora a concorrente Soraia. Como já é habitual, o apresentador fez um balanço da noite e, claro, do desafio que foi conduzir este formato.

"Só quem esteve no minuto zero deste BB sabe o complicado e desafiante que foi fazê-lo. O entusiasmo do início deu de caras com uma pandemia que mudou tudo. Mudou o mundo, não mudaria o 'Big Brother'? Os concorrentes foram sujeitos a uma quarentena. Os conteúdos adaptados. Até os tecidos dos meus fatos ficaram retidos. Fazer um programa de pessoas, com pessoas, implica emoção. Tivemos, muitas vezes, que travar a emoção, porque abraçar não se pode. Comecei e acabei este projeto, sem ver o rosto, por inteiro, de grande parte da equipa, porque esteve, sempre, tapado pela máscara. A equipa esforçou-se para meter de pé um programa que, de repente, teve que ser outro", começou por escrever.

"Estamos em 2020, nada é como dantes. Só quem faz televisão pode avaliar o que é fazer televisão, de verdade, com a emoção travada pela pandemia e as ideias hipotecadas a favor da segurança de todos. Fizemos todos o melhor. Acertámos, quase sempre. Realizei um sonho. Não falo dos números, porque não sou a pessoa indicada, mas fico feliz com eles, porque trabalho para pessoas, e elas estão aí, para confirmar que o sonho chegou a muitas casas", continuou.

"Depois da mudança, tenho, até hoje, o eco da frase da minha filha: ‘Achas que é bom?’... Foi bom! Passei a temporada toda a provar-lhe que foi bom. Que valeu a pena. Eu e a equipa que aguentou o barco, e à qual estarei agradecido, sempre, porque o 'Big Brother' não é o apresentador. São os concorrentes, é a equipa de conteúdos, de produção, é a Voz, que lhe dá voz, é a equipa técnica, são os fãs do programa, são os meios que o seguem... Dito isto, como apresentador, rebento de orgulho do dever cumprido", acrescentou.

No fim, o apresentador do formato de sucesso agradeceu ao Diretor Geral da TVI, bem como a todos os que trabalharam para o sucesso do programa: "Ao Nuno Santos , que arriscou, importava-me não desiludir. À TVI, que me recebeu de braços abertos, impunha-se mostrar que estava na mesma luta e ao lado de cada um. Juntos, rasgámos um ciclo! Aos espetadores, o desejo, sempre, de entreter. Entreter bem! Teve momentos muitos difíceis, mas a maioria foi prazerosa. Foi estimulante e, acima de tudo, foi crescimento que dividi com todos os que, como sempre, não me falharam... obrigado!"

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