Nuno Markl revela que sofreu burnout e teve de fazer terapia
Nuno Markl confessou que viveu uma fase difícil, há cerca de dois anos, quando sofreu um brnout e teve de recorrer a terapia.
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Ana Albernaz
- 5 jul 2021, 15:06
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Convidado do "Programa Cautelar", de Filomena Cautela, Nuno Markl revelou que sofreu um burnout, um distúrbio psíquico causado pela exaustão extrema.
"Tive um [burnout] para aí há dois anos e foi uma coisa muito complexa na minha cabeça. Foi muito estranho. Começou com uma questão filosófica... Na altura, fiquei mesmo triste. Estava mal", começou por contar o radialista, de 49 anos.
"Eu faço piadas em meu nome, eu sou o protagonista da minha comédia, eu não faço personagens, não sou ator. Eu uso a minha vida como material para a minha comédia, então comecei a aperceber-me de que não estava a ver onde estava a fronteira entre o Markl boneco e o Markl pessoa", acrescentou, ainda, Nuno Markl, que revelou que a mãe o chegou a alertar para a situação.
"Muitas vezes, a família sabia das coisas que aconteciam, porque as contava na rádio, porque achava que era um bom material cómico. […] E lembro-me de a minha mãe dizer: 'É muito triste que eu só saiba das coisas que te acontecem pela rádio, quando toda a gente sabe'. E eu pensei: 'De facto, é verdade. De facto, eu estou a perder o controlo do que é o Markl da rádio e o Markl palhaço, e o Markl pai, filho e humano'", assumiu o humorista.
"Chegou a um ponto em que eu estava em casa e as lágrimas escorriam-me sem eu saber porque é que estava tão triste e porque é que estava tão abalado. Então percebi que estava numa espécie de um beco e fui fazer terapia", contou Nuno Markl, antes de salientar: "Profissionalmente, eu estava numa fase boa, mas achava que a minha vida não era mais nada além de uma coisa profissional. Eu era um produto e percebi que as pessoa se estavam um bocado a c*** para aquilo que eu sou. Elas querem é que eu as faça rir. E aquilo começou a pesar-me muito. Comecei a fazer terapia e foi bom."
No final, Filomena Cautela alertou: "O burnout começou a ser considerado uma doença, em 2019, pela Organização Mundial de Saúde. E determinaram, também, que os profissionais de saúde são os que estão na linha da frente do risco para entrarem em exaustão física e mental. Isto foi antes da pandemia. Há outras profissões que têm risco de entrar em burnout, que são: assistente pessoal, terapeutas familiares, professores, jornalistas e operadores de call center."
