Entrevistas

Dia do Pai. Pedro Fernandes: "Colocar-me-ia à frente de uma bala que fosse em direção aos meus filhos"

Pedro Fernandes aceitou o desafio da SELFIE e respondeu ao nosso quiz alusivo ao Dia do Pai. Fique, agora, a par das respostas do apresentador e animador de rádio.

O apresentador Pedro Fernandes tem dois filhos, Tomás, de 13 anos, e Martim, de nove, fruto do casamento com Rita Fernandes. Fique a conhecer melhor a relação dos três, em pleno Dia do Pai.

O que mudou desde que foi pai?
Mudou tudo. Entramos, um bocadinho, nos clichês, mas o foco da minha vida, ou daquilo que eu faço, é sempre para garantir que os meus filhos têm tudo e que não lhes falta nada. Faço tudo para lhes proporcionar a melhor vida possível, que foi o que os nosso pais também fizeram connosco.

Todos os momentos são especiais, mas há algum que guarde com especial carinho?
As pequenas conquistas deles. Do primeiro dia que conseguiram nadar sem braçadeiras, ao primeiro dia em que conseguiram andar de bicicleta sem rodinhas. Os resultados na escola ou as lembranças que nos fazem, por exemplo, no Dia do Pai, escritas por eles, que nos enchem de amor... Aquele abraço ao chegar a casa… coisas pequenas, mas que fazem toda a diferença e que fazem tudo valer a pena.

Os nomes deles foram escolhidos por si?
Eu e a minha mulher chegámos a um consenso. Foi bastante fácil chegarmos ao Tomás e ao Martim.

Qual foi a conversa mais delicada que já teve com eles?
Posso dar o exemplo da guerra na Ucrânia. Eles questionam muito como é que é possível isto estar a acontecer. Estão habituados a viver num mundo de paz, não descurando os conflitos que têm existido no Médio Oriente. Nunca tinha acontecido nada semelhante, tão próximo, que tivesse tanto impacto. Tentamos relativizar e não pintar o cenário tão negro, apesar de, nós, adultos, sabermos que as coisas podem ficar, ainda, piores. Mas, por exemplo, o Martim, antes da guerra, já tinha, e tem, preocupações ecológicas. Ele fica muito chateado, emocionado até, com atitudes de pessoas para com o ambiente e os animais. É tocante e faz-nos perceber que estas novas gerações têm estas preocupações, e ainda bem. Pode ser que o mundo, governado por elas, possa ser melhor.

O que costuma fazer, frequentemente, com os seus filhos?
Gostamos de passear, de viajar. Mudámos de casa, recentemente, e, agora, estamos mais perto da natureza. Uma coisa que estou, agora, a incutir ao Tomás é irmos passear de bicicleta, juntos. No sítio onde estamos a viver agora, conseguimos sair de casa de bicicleta, já não temos de a meter no carro. Gostamos de dar caminhadas, jogar à bola – quando os consigo arrancar do quarto. O Martim queria ser youtuber comigo. Forçou-me a criar um canal de Youtube com ele, mas, aí, falhei. Não tenho paciência para me estar a gravar a fazer comentários enquanto jogo. Então, ficou um bocadinho desiludido comigo, porque não quis ser youtuber com ele (risos). Mas tentamos arranjar sempre coisas diferentes para fazer e tenho pena de não conseguir fazer mais.

O que gostava de fazer com eles, mas ainda não teve a oportunidade?
Ainda não consegui que o Martim aprendesse a andar de bicicleta sem rodinhas e ainda não consegui que eles desfrutassem das nossas idas ao estádio. Sinto que vão contrariados, que preferiam ficar em casa. Vão mais para me fazer o favor do que propriamente para se divertirem a ver um jogo de futebol. O mais velho já está a achar mais de piada, começou a jogar futebol na escola. Espero que, com o tempo, vá lá.

Defina-se enquanto pai.
O melhor possível. Gostava de ser só o melhor, mas sei que sou o melhor possível. Vou tentando ser um bocadinho melhor, todos os dias.

Os seus filhos são parecidos consigo?
Acho que são uma boa mistura (risos). O Tomás é mais introvertido, e eu também já fui assim – e continuo a ser, um bocadinho, apesar da minha exposição enquanto figura pública. O Martim é mais aventureiro e tem um grande sentido de humor. É o meu humorista preferido, faz-me rir muito. Também me revejo nisso. Parecem-se comigo, em fases diferentes da minha vida. O Tomás, se calhar, mais anterior, e o Martim, numa fase mais posterior. É engraçado, mas, também, têm coisas da mãe, como é óbvio (risos).

Gostamos dos filhos da mesma forma?
Sim! Pode não ser da mesma forma, mas não se gosta mais de um do que de outro. Acho que é impossível. Quando ficámos grávidos do Martim, do segundo filho, essa dúvida passou-nos pela cabeça. "Será que vamos gostar tanto deste segundo filho como já gostamos do primeiro?". Mas, no momento em que ele nasceu, percebemos que, de facto, o amor não se divide, só se multiplica. Gostamos dos dois com a mesma intensidade, não dá para escolher.

Abdicaria de tudo, por eles?
Completamente, completamente. Colocar-me-ia à frente de uma bala, se ela fosse em direção aos meus filhos. Não tenho qualquer dúvida disso.

Como costuma celebrar o Dia do Pai?
Não temos uma rotina, propriamente. Este ano, por acaso, é diferente, porque a mãe não está cá connosco. Vamos passar o dia juntos e estou a planear um "programinha" por Lisboa. Os três sozinhos.

Veja, agora, as melhores fotografias de Pedro Fernandes com a família, na galeria de imagens que preparámos para si!

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