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Sofia Ribeiro desabafa: "Já há muito tempo que não ficava tantas horas num hospital"

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Recorrendo ao Instagram, a atriz Sofia Ribeiro deixou uma reflexão, após ter estado, durante algumas horas, no hospital.

No Instagram, Sofia Ribeiro contou que passou uma boa parte da passada terça-feira, dia 23, no hospital, para fazer um reforço de ferro. "Um simples reforço de ferro transformou-se numa viagem de memórias. Percebi, há pouco, que nem eu, por vezes, tenho a noção real do que este tipo de situação ainda pode provocar em mim. Já há muito tempo que não ficava tantas horas num hospital. Já há muito tempo que não ficava tantas horas no mesmo hospital, onde fiz os tratamentos, no mesmo espaço, a receber líquidos estranhos de cores ainda mais estranhas na veia, acompanhada por esta amiga do meu lado…", começou por afirmar a atriz, de 37 anos, na legenda de uma fotografia, na qual surge no hospital

"A verdade é que não estava à espera de ficar frágil como fiquei. Os cheiros, os barulhos das máquinas, a agulha a entrar na pele, as conversas que, sem querer, ouvi… Como a do senhor na sala do lado a fazer quimio, enquanto contava que chegou, em agosto, ao hospital com uma forte dor e que foi assim que descobriu que estava com leucemia", acrescentou Sofia Ribeiro.

Entretanto, a atriz quis deixar uma reflexão sobre a morte: "Todos os dias, milhares de pessoas se vão deste 'plano'. Crianças, jovens, adultos, idosos… A verdade é que nós nunca vamos estar preparados para a morte, mesmo que seja ela a única certeza que temos. Sempre que a olho de mais perto, questiono-me e reavalio toda a minha vida, todos os meus passos, todos os meus minutos. Numa procura do equilíbrio necessário entre preparar-me e pensar no futuro, porém, também, aceitar a possibilidade de ele nunca chegar."

"A verdade é que é impossível viver todos os dias como se fossem o último. Porque, para a maioria de nós, felizmente, ainda haverá amanhã. E todos os amanhãs que chegarão exigem-nos um certo nível de planeamento. Seria muito inconsequente viver todos os dias como se fossem os últimos! Mas, e se fizermos por viver todos os dias como se fossem únicos? Relembrando que, ainda que acordemos amanhã, não sabemos quem não o fará…Os encontros de hoje são os únicos com que podemos contar! E o amor partilhado, agora, tem de ser o melhor que temos para dar. Então, enquanto o nosso último dia não chegar, façamos por tornar todos os dias um bocadinho únicos. Valorizando-os pelo que são: às vezes, chatos, difíceis, carregados de dúvidas, de ansiedade, cheios de rotina e obrigações, mas que, mesmo assim, são privilégios nossos! Dos que, ainda, estamos vivos", completou.