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Nuno Markl chora morte: "Tive conversas com ele que ficaram por ter com o meu próprio pai"

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Foi através do Instagram que o radialista Nuno Markl se mostrou de luto, publicando uma homenagem emotiva.

Recorrendo ao Instagram, Nuno Markl lamentou a morte do avô do filho, e pai da ex-mulher, Ana Galvão: o músico Johnny Galvão.

"Esta rockstar hippie dos anos 60 é o avô do meu filho. Aqui, numa das suas primeiras bandas, os Los Buenos", começou por apresentar o radialista.

Logo no começo da homenagem, Nuno Markl realçou a importância de Johnny Galvão, na sua vida, mesmo depois da separação de Ana Galvão: "Diz-se que separações acontecem, mas que os sogros são para a vida. Percebi que tinha um Johnny Galvão para a vida muito cedo, quando, em 2010, aquando da morte do meu pai, ele me disse que podia contar com ele, para colmatar o vazio que ficou. 'Mais do que um father-in-law [um sogro, em português]', dizia ele. 'Um father [um pai]'. E eu dei por mim a ter conversas com ele que ficaram por ter com o meu próprio pai."

"Era fácil, no meio da torrente intensa de conselhos, ideias, debates, esquecer-me que, agora, era filho emprestado de um artista com um rol de produções musicais que tocavam tanto, durante o meu crescimento. O Johnny produziu e/ou escreveu clássicos do Paulo de Carvalho, da Adelaide Ferreira, das Doce, entre outros. Andou uma vida pelo mundo a emprestar o talento de músico e produtor a uma lista generosa de artistas que vai de Paco de Lucia a Raimundo Fagner", acrescentou.

Nuno Markl frisou a cumplicidade que o unia ao ex-sogro: "Foi das pessoas mais intensas que conheci e as histórias que tenho com ele (sobretudo quando trabalhámos juntos numa comédia musical, Lusitânia Comedy Club) ainda hão de dar um buddy movie [filme de amigos] delirante que escreverei um dia, na fina linha entre o afeto gigante que tínhamos um pelo outro e os ataques de nervos que chegámos a provocar um ao outro (mas que, depressa, passavam). Era um perfeccionista, um produtor à antiga, orgulhosamente inadaptado ao funcionamento moderno da indústria da música, mas atento - por vezes até mais do que eu. Não é todo o sogro que dá a conhecer música nova ao genro, mas sabem que mais? Uma das primeiras pessoas a falar-me entusiasticamente da Billie Eilish foi ele, tinha ela acabado de aparecer."

"O Johnny estava doente há muitos anos e, por várias vezes, esteve para partir. Mas, homem de convicções fortes e com uma sede de viver insana, respondeu, várias vezes, à morte que não contasse com ele. Manteve projetos e sonhos até ao fim, mesmo quando era óbvio que seria impossível concretizá-los. 'Vamos criar outro espetáculo'. 'O que achas de abrir uma escola de artes?'. Ouvi-o, sempre. Sentirei falta de o ouvir. Boa viagem, Johnny", completou.