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Ljubomir Stanisic desabafa: "Em direção ao precipício, a acenar-nos com falsas medidas"

Ljubomir Stanisic na SELFIE
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Receita de Crepes de Ljubomir Stanisic
"Paella On Fire", por Ljubomir Stanisic

Com as novas medidas aplicadas à restauração, por causa da pandemia Covid-19, Ljubomir Stanisic fez questão de se manifestar, mais uma vez, nas redes sociais.

Através do Instagram, Ljubomir Stanisic tem exprimido o descontentamento em relação ao novo Estado de Emergência, que implica o recolher obrigatório, nos dias úteis, entre as 23:00 e as 05:00 horas, sendo que, durante os próximos fins de semana, o recolher deve ser feito a partir das 13:00, até às 05:00 horas. "Os fins de semana são cruciais para a sobrevivência dos restaurantes", já tinha garantido o chef, num desabafo partilhado, no começo da semana.

Entretanto, esta quarta-feira, dia 11, Ljubomir Stanisic voltou a manifestar-se. "São ovelhas, mas podiam ser bodes. Porque é assim que nos sentimos: o bode expiatório no meio desta m**** toda. Nós que nos enchemos de álcool gel, que desinfetamos toda e qualquer superfície, antes de um cliente se sentar às nossas mesas, e, depois de sair, que higienizamos casas de banho, balcões, maçanetas e o que mais houver, que aumentámos a distância entre mesas e sacrificámos metade dos lugares em nossas casas, que vestimos as nossas equipas com máscaras, comprámos termómetros e implementámos um conjunto de regras mais adequadas a um hospital do que propriamente ao setor da hospitalidade", começou por enumerar o chef, na legenda de um cartoon.

"E pergunto: quem faz este papel nos transportes públicos, que seguem à pinha em hora de ponta? Nos comboios, no metro, nos autocarros? Quem faz este papel nos supermercados? Alguém? Eu nunca vi, confesso. Mas, claro, a restauração que aguente. A restauração que cale. A restauração que feche. Em direção ao precipício, a acenar-nos com falsas medidas e a esperar que nós, as ovelhas, sigamos em linha reta e em silêncio. F****-**", rematou Ljubomir Stanisic.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

São ovelhas mas podiam ser bodes. Porque é assim que nos sentimos: o bode expiatório no meio desta merda toda. Nós que nos enchemos de álcool-gel, que desinfectamos toda e qualquer superfície antes de um cliente se sentar às nossas mesas e depois de sair, que higienizamos casas-de-banho, balcões, maçanetas e o que mais houver, que aumentámos a distância entre mesas e sacrificámos metade dos lugares em nossas casas, que vestimos as nossas equipas com máscaras, comprámos termómetros e implementámos um conjunto de regras mais adequadas a um hospital que propriamente ao sector da hospitalidade. E pergunto: quem faz este papel nos transportes públicos que seguem à pinha em hora de ponta? Nos comboios, no metro, nos autocarros? Quem faz este papel nos supermercados? Alguém? Eu nunca vi, confesso. Mas claro, a restauração que aguente. A restauração que cale. A restauração que feche. Em direcção ao precipício, a acenar-nos com falsas medidas e a esperar que nós, as ovelhas, sigamos em linha recta e em silêncio. Foda-se. (Arte do @hugomakarov )

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