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Vanessa Martins: "Não posso fazer com que as pessoas gostem de mim, quando não gostam delas"

Vanessa Martins: a mulher, a influencer e a empresária de sucesso
Um dia com Vanessa Martins

A SELFIE conversou com Vanessa Martins, que, apesar de ser, muitas vezes, encarada como uma inspiração, ainda é alvo de preconceito por ser uma mulher bonita e bem sucedida.

É uma apaixonada por moda e promove, frequentemente, pequenas marcas ou marcas que estão a começar. Procura fazê-lo, sempre, com verdade?
Gosto mesmo de moda e de marcas. Serei, sempre, uma vaidosa com marcas, mas acredito, também, em ajudar o próximo. Posso ter uma carteira de uma marca luxuosa, mas posso estar a vestir uma peça de roupa de linho, de uma marca portuguesa. É desproporcional ao nível de preço, mas essas marcas precisam dessa projeção e gosto de as misturar. As pessoas dizem que estou sempre bem, então, é giro ter esse feedback. As pessoas perguntam: "De onde é a tua roupa?" E eu digo que é de uma marca de uma miúda que tem 5000 mil seguidores e que tem coisas giríssimas. Elas precisam disso, eu gosto e acredito nessas marcas. Acredito nas marcas todas, desde que sejam boas. Só precisam de uma oportunidade, como as outras já tiveram.

Sente que é, muitas vezes, encarada como uma inspiração? Recebe muitas mensagens nesse sentido?
Sim, recebo. Não faço nada para o ser, mas fico feliz de receber algumas mensagens de mulheres a dizer: "Deste-me uma força incrível. Dás-me imensa força. Passei por um processo complicado de separação, via o teu Instagram e pensava: também vou conseguir!" Acho que isso é muito bom. Também tenho os meus dias maus, os meus dias de frustração, os meus dias em que estou desesperada, em que estou com medo.... Isso nunca se mostra, nem sequer me lembro de mostrar, porque, nesse dia, estou a passar por uma processo que não correu tão bem. Acho que as redes sociais servem para coisas positivas e para ajudar, também. Não gosto de seguir pessoas que estão, constantemente, a mostrar os seus problemas, porque, também, já tenho os meus, não é? Então, aquilo tem de ser uma fonte de descontração para mim. Em que chego ao sofá e vou ver coisas boas. Mas, sim, fico feliz quando me dizem que sou uma inspiração.

Por outro lado, ainda sente o preconceito por ser uma mulher bonita e bem sucedida?
Sinto, mas, também, estou aqui para quebrar esses preconceitos. É um "pré conceito" que vem, basicamente, das mulheres. É-me um bocadinho indiferente, sabes? Mas que isso acontece, acontece, e vai, sempre, acontecer, infelizmente. As próprias mulheres são machistas. Nós vivemos numa sociedade machista, racista, preconceituosa… vivemos, sim! Eu sou vítima desse preconceito, que não se percebe, que não é calculado, mas estou cá para partir essa pedra e esperar que as gerações dos nossos filhos e a geração dos nossos netos vão ser diferentes. Vivo bem em relação a isso, tenho pena, mas faço o meu trabalho. Não deixo de fazer nada, nem de mostrar nada a pensar no que as pessoas preconceituosas possam pensar, porque o problema está nelas, não está em mim. Não faço nada de errado, só estou a viver a minha vida e era bom que elas, também, vivessem a vida delas, mas temos de ser empáticas com as pessoas. Eu não posso fazer com que as pessoas gostem de mim, quando elas próprias não gostam delas. Elas, primeiro, têm de gostar delas, para começarem a gostar dos outros. Acho que é por aí o caminho.

Pode ler a entrevista completa AQUI