EXCLUSIVO

Pedro Crispim: "Não estou nos projetos para fazer amigos"

A SELFIE conversou, em exclusivo, com Pedro Crispim, que voltará a fazer parte do leque de comentadores do "Big Brother".

"Apesar de ter ficado feliz, e, obviamente, me ter sentido lisonjeado, o convite não me surpreendeu, confesso. Tenho noção do trabalho que faço, do quanto me envolvo em cada projeto e da forma como vou além do proposto. O último 'Big Brother' foi desafiante, estimulante, um projeto especial e uma experiência única, mas, também, muito intenso e desgastante, dentro e fora dos estúdios. Podia ter tido somente o papel típico de comentador, sentar-me e dar a minha opinião, de forma a não me comprometer demasiado, mas não o fiz, entendi o que era necessário fazer, e fi-lo, para bem do programa. O Universo devolve aquilo que tu partilhas e aquilo que tu lhe ofereces. Eu acredito no tal efeito boomerang, e , de facto, com consciência, afirmo que merecia continuar neste 'Big Brother'", começou por afirmar o comentador.

A verdade é que, como muitos dos espectadores ansiavam, o "Rei da Bobage" está de volta: "Se é para andar à chuva, vou molhar-me por inteiro, não fui feito para andar entre os pingos. Não tenho ideia do que vêm lá, a nenhum nível. Mas sei que quero ser surpreendido, não faço perguntas, deixo-me ir. Quero sentir as coisas de forma genuína, e sinto que este projeto será, com certeza, tudo menos uma linha reta de emoções."

É também com expetativa que Pedro Crispim aguarda o regresso de Teresa Guilherme ao formato: "Estou cheio de expetativas e curioso em relação à forma como a Teresa Guilherme irá comandar este 'Big Brother - A Revolução'."

Já sobre o painel de comentadores, revela: "A ideia de os comentadores serem diferentes... calculo que seja para existir uma certa ondulação assimétrica entre pontos de vista, vivências e experiências, e, pelo caminho, alguns confrontos de ideias, daí acreditar que ninguém é escolhido por acaso, tal como os concorrentes. Não conheço a Fanny, pessoalmente, e confesso que também desconheço o seu percurso desde o reality em que se deu a conhecer ao público. Normalmente, dou a mesma margem a todos os comentadores... depois, logo se vê. Não estou nos projetos para fazer amigos, mas para fazer o meu trabalho."

Ainda a propósito do carinho do público, que foi conquistando, programa após programa, Pedro Crispim confessou: "Tudo acontece quando tem que acontecer, nem antes, nem depois. A vida coloca-nos os desafios quando estamos preparados/estruturados. Nunca imaginei que o público simpatizasse comigo, para dizer a verdade, nunca pensei nisso, limitei-me a ser eu, mas acredito que nem a própria produção, quando me fez o convite, calculou o impacto que a minha postura e os meus comentários acabaram por ter. Sinto que fui, talvez, uma surpresa, acima de tudo, para o público, que, na equação, é o mais importante para mim. As críticas fazem parte deste caminho que escolhi. Sou atento, mas não perco a minha bússola com elas. Levo, na bagagem, somente aquilo que me acrescenta."

Apesar de a estreia de Pedro Crispim ter sido noutra estação, há quase 20 anos, a verdade é que, nos últimos tempos, o caminho tem sido na TVI: "Sinto-me feliz na TVI. É curioso que, embora tenha tido a minha primeira experiência em televisão em 2004/2005, noutro canal, e apesar de 'brincar' ao 'toque e foge televisivo' (como costumo dizer), durante muitos anos, aproveitei e fui ganhando experiência com os excelentes profissionais com quem me cruzei; fazendo formações, na qual procurei melhorar e crescer pela base, foi na TVI que voltei a ter alguma força nesta área, com o programa 'Você na TV' e a rubrica de moda, que passou a ser feita à minha imagem com o 'Guru da Moda', foi o daytime da TVI que me inseriu, direta ou indiretamente, na estação."

Apesar de tudo, o comentador prefere não fazer muitos planos nem criar demasiadas expetativas: "Em televisão vivo o dia de hoje, amanhã, logo se vê. Aprendi, ao longo desta minha caminhada, que desta forma não me magoo. Faço o meu trabalho, e estou focado em entregar um resultado excelente, honrando, ao máximo, a confiança e a oportunidade que me foi dada pela TVI, tal como aconteceu no BB2020, no qual tudo teve início. Mas tenho consciência de que se eu, enquanto produto, não tivesse cumprido os objetivos, não estaria neste 'Big Brother - A Revolução'. Não acredito na sorte, nada mesmo! Tenho 41 anos, trabalho desde os 17 anos. Trabalho muito, nunca pedi boleias, nunca agarrei no telefone e liguei para alguém a pedir trabalho em televisão. Que seja, sempre, avaliado pelo meu empenho, pela minha entrega e pelo meu talento, nada mais. Sou daqueles que continua a acreditar no mérito como cartão de visita. Tenho noção de que esta indústria é volátil e assimétrica, e também tenho noção de que aquilo que é hoje... amanhã, deixa de ser... Mas, por enquanto, irei, sim, continuar com o meu espaço de moda no 'Você na TV', e a trabalhar com pessoas que me inspiram e desfiam a fazer mais e melhor, o que, para mim, é muito estimulante."

Já a família continua a ser grande o porto de abrigo do comentador: "A minha família está sempre lá para mim, sinto o seu apoio, a sua verdade, o seu amor, sendo essa a minha base. Querem ver-me bem, feliz, em paz! Confiam em mim, sabem o material do qual sou feito."

A par do trabalho em televisão, Pedro Crispim falou-nos, também, sobre os restantes projetos que tem em mãos: "Tenho o meu atelier de serviços e formações na área da moda e imagem www.stylingproject.pt Continuo a fazer consultoria criativa de algumas marcas nacionais, a organizar campanhas, desfiles e editoriais, a vestir algumas figuras públicas... Tenho uma equipa, na qual confio a 100% e que faz com que tudo seja possível, porque nem sempre consigo estar presente."

Questionado sobre se consegue arranjar tempo para namorar, prontamente, respondeu: "Sou um solitário, sou feliz nesta minha forma de viver, de sentir!"

Por último, Pedro Crispim contou-nos, ainda, onde passou os últimas de férias: "Alentejo, Douro, Troia... Fiquei por Portugal, este país é, de facto, maravilhoso! Quando saio da cidade, gosto de me isolar, não sou de festas nem saídas, nem de muita gente, sítios da moda ou lugares turísticos. Nunca fui. Preciso do silêncio, equilibra-me, porque a minha vida são pessoas, lidar com emoções, expetativas, personalidades e energias distintas. Quando posso, fujo e desligo o botão do mundo."