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EXCLUSIVO

Paulo Passarinho coordena novo projeto da Media Capital: "A AWAY quer contribuir para um planeta melhor"

Numa entrevista exclusiva à SELFIE, Paulo Passarinho, coordenador editorial da AWAY, o novo projeto da Media Capital, fala sobre o que podemos esperar deste magazine digital sobre mobilidade sustentável.

"Empregos dão-te segurança, mas aventuras enchem-te a alma". Esta é uma das frases do manifesto da AWAY. Tendo em conta o seu percurso profissional, repleto de viagens, podemos dizer que tem seguido este lema?
A vida é uma viagem. Devemos aproveitar todos os momentos, para desfrutar de cada jornada como se fosse, sempre, a primeira e não a pensar que pode ser a última. Viajar permite-nos conhecer sítios, pessoas e costumes. Às vezes, a mais pequena viagem, o mais curto destino tem muito para nos ensinar. Na minha vida, o meu lema, tem sido esse mesmo: aprender com cada jornada que realizo, seja profissional, seja uma jornada de viagem ou lazer.

O seu percurso profissional é centrado na área automóvel. Foi, sempre, um objetivo especializar-se neste setor ou tudo aconteceu por acaso?
Comecei por estudar engenharia de sistemas informáticos, mas cedo vi que não era para mim. Foi um amigo que, um dia, me convidou para fazer um programa de rádio (na Rádio Voz de Setúbal, rádio local distrital já extinta) que me acabou por colocar o "bichinho" do jornalismo. Gostava de carros, sim, mas, na altura, nem era a minha primeira paixão. A especialização veio, depois, com a minha passagem por dois projetos editoriais na área automóvel. Hoje, mais do que automóvel, o meu foco é nas diferentes formas de mobilidade que possam servir as pessoas.

Já está na Media Capital há seis meses. Que balanço é que faz do trabalho desenvolvido?
O resultado dos primeiros seis meses vê a luz do dia, esta terça-feira, dia 7. A AWAY surge fruto de muito trabalho de pesquisa, preparação, e, acima de tudo, de muita vontade de poder contribuir para algo melhor. Tem sido fantástico poder trabalhar com alguns dos melhores profissionais do mundo digital e todo este esforço coletivo tem sido inspirador para poder criar os melhores conteúdos para o público.

Sem dúvida que um dos destaques destes primeiros meses é o lançamento da AWAY, que se dedica às práticas de mobilidade sustentável. Como surgiu a oportunidade de criar este projeto?
A AWAY nasce de uma reflexão sobre o mundo que nos rodeia, as necessidades de mobilidade das pessoas e as transformações pelas quais as cidades estão a passar. O portfólio da Media Capital Digital tinha espaço para um projeto inovador que juntasse estas vertentes, mas que, ao mesmo tempo, tivesse preocupações ambientais e sociais.

E, ao contrário do que se pode imaginar à primeira leitura, a AWAY não se resume, apenas, à área automóvel...
A AWAY é um projeto sobre mobilidade sustentável. O automóvel é uma das inúmeras formas de mobilidade que temos ao dispor para as deslocações do nosso dia a dia e irá, seguramente, ter um papel muito importante em todo o desenrolar do projeto. Também o automóvel está a evoluir, traz novas soluções de energia (uma das componentes-chave do projeto AWAY), deverá perder o motor de combustão, e, quem sabe, até pode ganhar autonomia e circular sem intervenção humana. Mas é um facto: a AWAY irá explorar, de igual forma, outras formas de mobilidade. A preocupação central será a sustentabilidade e o caráter prático que vão ao encontro das reais necessidades das pessoas. Na AWAY, haverá, também, espaço para a divulgação de boas práticas e iniciativas de poder local ou entidades privadas que visem a transformação do espaço que nos rodeia. Uma transformação que vá ao encontro do bem-estar de cada pessoa e que encontre formas de convivência entre as pessoas e as diferentes formas de mobilidade que com elas se cruzam, nas cidades.

Como será apresentada a informação da AWAY aos leitores? Por exemplo, haverá rubricas?
O ponto central de informação da AWAY é ser um magazine digital, com atualidade permanente. O eixo central terá seis secções: mobilidade, energia, tecnologia, evasão, cidades e fantástico. Em away.iol.pt, será possível, ainda, contar com crónicas de opinião de especialistas em diversas áreas destes tópicos. Mas teremos, devidamente identificado, o que será conteúdo editorial informativo e perfeitamente explícito quando é opinião.

O lançamento da AWAY coincide com o arranque da Feira da Mobilidade de 2021 em Munique, na qual marcou presença. Existe um objetivo de internacionalizar a marca, através de parcerias ou de reportagens exclusivas, por exemplo?
A IAA Munique é, este ano de 2021, a feira que substitui a Feira Internacional do Automóvel, que se realizava, de dois em dois anos, em Frankfurt. A transição do conceito de feira "apenas" dedicada ao automóvel, para evento de mobilidade, tornou-se perfeita para podermos lançar a base do conceito AWAY.

Na sua opinião, a AWAY cumpre uma das principais funções do jornalismo: esclarecer para refletir e, posteriormente, mudar mentalidades?
A AWAY irá pautar a informação que dá aos leitores pelo rigor e pela clareza. Um cidadão bem informado desenvolve um melhor pensamento critico e a AWAY deseja que todos possam construir uma opinião baseada em factualidades. Não diria que pretendemos mudar mentalidades, mas, antes, que queremos despertar consciências. Cada indivíduo tem uma responsabilidade não apenas consigo próprio, mas com os outros e com a sociedade onde se insere. Mas é um facto que o planeta precisa de mudança de mentalidades para ser mais sustentável. E, na AWAY, queremos contribuir para um planeta melhor.

Pode partilhar connosco uma das muitas curiosidades que a AWAY divulgará sobre mobilidade sustentável e que promete surpreender os leitores?
As novidades que existirem terão todas o devido espaço na AWAY, mas iremos guardar as surpresas para serem reveladas, no tempo certo.

Está prevista uma versão em TV ou em rádio da AWAY?
Neste momento, a marca AWAY nasce, apenas, em plataforma digital no site away.iol.pt

Fazendo uma previsão para daqui a cinco anos, que objetivos é que espera que a AWAY já tenha alcançado?
A AWAY tem um caminho a percorrer e toda a equipa está ciente de que apenas com muito esforço e muita dedicação podemos lutar pelos melhores objetivos. Mais do que os números, o meu maior desejo para a AWAY é que possa ser reconhecida pela credibilidade e pelo rigor e que possa ter um papel importante na informação das pessoas.

De que forma é que espera que este projeto lhe acrescente como pessoa e como profissional?
Quando nos identificamos com um trabalho, com um projeto, podemos obter a maior realização possível. Profissionalmente, é o maior desafio da minha carreira e encaro isso com imensa satisfação e com imenso sentido de responsabilidade.

A sustentabilidade é algo que já fazia parte da sua vida, antes da AWAY? Já adotava, antes, algumas medidas importantes para, no dia a dia, reduzir a presença do CO2 na atmosfera ou para diminuir a poluição?
Pequenos gestos como guardar as rolhas de cortiça das garrafas, cuidados com os óleos usados, reciclagem de uma forma geral, entre outros, fazem, há muito, parte do meu quotidiano. E, no que respeita a deslocações, tento, hoje, equilibrar, cada vez mais, as necessidades com escolhas inteligentes que permitam evitar emissões de CO2.

A AWAY torna-se ainda mais pertinente, tendo em conta que a mobilidade urbana sustentável tem sido um tema bastante abordado, devido à pandemia Covid-19...
A pandemia fechou-nos a todos em casa. A primeira reflexão surgiu não de uma consciência, mas de uma imposição sanitária. Mas se o confinamento veio mudar comportamentos, a verdade é que, também, despertou mais consciência para a realidade em que o mundo se encontra.

Falando na pandemia, considera que o jornalismo desempenha um papel importante, neste período único das nossas vidas?
O jornalismo tem, cada vez, mais um papel fundamental para contribuir para o aumento da literacia mediática e no combate ao flagelo das notícias falsas. É, cada vez, mais premente termos uma informação séria que combata as opiniões baseadas em vãs suposições de redes socias.

Em termos profissionais, o que ainda lhe falta fazer?
Faltava-me, até agora, um projeto em que pudesse dar um contributo verdadeiro às pessoas e ao planeta, de uma forma geral. Com a AWAY, concretizei esse objetivo. Estou focado, inteiramente, no sucesso deste projeto que espero tenha uma longa vida pela frente.

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