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EXCLUSIVO

Autora Maria João Costa questiona voto de celibato dos padres em nova minissérie da TVI

Maria João Costa

"Amar Demais", a próxima novela de Maria João Costa, está prestes a estrear na TVI, mas a autora já tem outros projetos em mãos.

Em entrevista, exclusiva, à SELFIE, Maria João Costa contou que tem estado a trabalhar numa minissérie que aborda o voto de celibato dos padres.

"A minissérie que tem o nome de trabalho 'Pecado' está já a ser filmada. Espero que a possam ver, em breve, na TVI. Acho que o público vai gostar, porque se trata de uma história que está muito concentrada em poucas personagens: seis personagens principais, seis segredos. E, à medida que a história avança, percebemos que tudo se interliga. Tem uma estética mais cuidada, o elenco é excelente, e espero que surpreenda. É uma história atual, que pretende lançar a discussão sobre a obrigatoriedade do voto de celibato dos padres. Por que a Igreja lhes exige isso, quando o celibato nem sequer é um dogma de fé da Igreja? Existe muita hipocrisia à volta desse tema, por causa dessa proibição. São quantas as histórias de padres que, afinal, se relacionam com mulheres? Padres com filhos não reconhecidos? Padres envolvidos em todo o tipo de escândalo de natureza sexual?… Não seria melhor aceitar que padres são pessoas de carne e osso, como nós, com direito a vida pessoal? Em que é que ter uma família pode prejudicar a sua atividade como padres?", começou por revelar a autora, antes de referir que tem, ainda, em mãos, "uma minissérie histórica, a aguardar financiamento".

Já no cinema, Maria João Costa diz estar a abraçar "grandes desafios", nomeadamente, um filme sobre Amália Rodrigues.

"Estou a começar a trabalhar num filme sobre a história secreta da Amália, baseada no livro Amália, uma história secreta que deriva de uma grande investigação do jornalista Miguel Carvalho, que nos conta que, ao contrário do que a maioria pensa, Amália não era fascista, pelo contrário. Durante anos, não só ajudou refugiados políticos, como financiou atividades do partido comunista. Acho que se trata de uma reposição histórica justa e necessária. Amália merece isso. E é uma grande história. E ela era uma mulher que desafiava o seu tempo. Esse é um tema que me interessa: esse das mulheres fortes, que estão à frente da sua época. O segundo filme em que estou a trabalhar, em Portugal, tem a mesma natureza", confidenciou.

Os projetos sucedem-se, também, fora de Portugal, como partilhou a autora: "Tenho um guião de longa para entregar no Brasil, para uma história que será feita entre os dois países, um original meu, um dramedy, na verdade, cujo tema de fundo assenta na precariedade do sistema de segurança social, que está em crise um pouco por todo o mundo e cuja potencial falência põe em causa os direitos adquiridos de tantos idosos. Este é, para mim, um dos grandes temas do momento e que tem de ser falado."