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Magda Burity comenta "Big Brother": "Cala-te, pá!"

Não há reality show sem uma uma boa peixeirada e é isso que, a maior parte das vezes, nos faz ficar colados ao sofá. No meu caso, não aguento mais de 60 segundos, quando a conversa sobe de tom. Não sou uma flor de estufa, mas reservo-me no direito de escolher o que quero consumir.

E, assim, começo, com o que penso sobre o comportamento da Jéssica Fernandes em relação ao Pedro, no dia em que se assinalavam os 16 dias de ativismo contra à violência doméstica, e também podemos refletir sobre violência verbal.

Toda a gente já percebeu que o Pedro tem uma forma particular de ser, diferente da generalidade dos concorrentes que passa por aquela casa. O meu foco não são eles os dois, enquanto concorrentes, mas o tipo de comportamentos e o tipo de atitudes, na mansão da Ericeira, que estão a ser gravados, diariamente, e a ser transmitidos, em direto, para quem quiser ver.

A menina fadista, de 23 anos - que ganhou a minha simpatia por dizer o que pensa, na hora e no tempo certos - tem vindo a descontrolar-se, e muito: na linguagem verbal e no que defendia aquando a entrada na casa. Nomeadamente, quando a sua "melhor amiga" destratou a mãe e a própria se indignou, dizendo que "não se fala assim com os mais velhos". Defendendo, ainda, a Andreia, cada vez que esta era atacada pela generalidade.

De facto, não se fala assim com os mais velhos e o que tenho visto do comportamento da Jéssica é toda uma antítese da postura que tinha no início do programa. Pela conceção dela, deve haver os mais velhos e o Pedro!

Para uma miúda, de 23 anos, e com tanta proteção, de acordo com a informação que nos foi passada pelo seu núcleo familiar, vejo e sinto muita agressividade, e coloco-me no lugar da artista. Será que os meus educadores, por mais que eu tivesse razão, permitiam que eu tivesse este tipo de atitude com uma pessoa com idade para ser meu pai? Não.

Por isso, aqui, não vamos confundir liberdade de expressão com educação. Não vamos confundir ser millennial com má educação. E não vamos confundir o feitio do Pedro com um saco de boxe para quem quiser sovar.

Vivemos numa sociedade, que é, também, construída por árvores genealógicas e pela lei da Natureza, se ambos fossem da mesma família, a Jéssica nunca se sobreporia ao Pedro.

Logo, se se comporta assim numa casa, fechada, com câmaras, imagino como será nas quatro paredes da sua casa. Tal como ela acha que pode fazer e dizer tudo, aos altos berros, aqui, escreve-se e reflete-se em consciência.

Até pode ficar na casa, até ao fim, mas, nestas últimas semanas, bem que podia ficar fechada no bunker, para ver se acalma.

Saravá.