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Após viagem em trabalho, Fátima Lopes desabafa: "Não tenham medo de mim"

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Num longo desabafo, Fátima Lopes sobre uma viagem em trabalho que resultou numa experiência "muito estranha".

Foi através do blogue pessoal, "Simply Flow", que Fátima Lopes decidiu refletir sobre uma viagem a Madrid que trouxe a conhecer, à apresentadora, algumas mudanças resultantes da pandemia:  "Viajei recentemente a Madrid, em trabalho, e a experiência de passar por aeroportos e viajar de avião foi, no mínimo, muito estranha. [...] O que assusta é a forma como hoje as pessoas lidam umas com as outras. E nos aeroportos, tanto em Lisboa como em Madrid, senti o efeito do medo. Senti aquilo que este medo está a fazer às pessoas, por viverem esta situação de pandemia há tanto tempo.

"As pessoas têm medo de ser simpáticas. Têm medo de se dar ao outro, e, com isto, refiro-me, simplesmente, a lidar com a outra pessoa. Se já estão a cumprir as regras de segurança [...] não há razão para esse contacto ter passado a ser mais frio e distante que o próprio acrílico que nos é imposto", continuou.

"Não tenham medo de mim! Para além desta frieza, senti um real receio das pessoas. Ficou-me marcado o momento em que me aproximei de uma funcionária do aeroporto de Madrid para lhe colocar uma questão. [...] Só lhe ia perguntar se aquele era o único café aberto em todo o aeroporto porque, na verdade, só existia um para tantos passageiros. Mas, como em Lisboa existiam muitos mais, eu apenas ia confirmar. Porém, a senhora gritou como se eu fosse suspeita de algo criminoso, como se estivesse a fazer uma coisa profundamente errada, quando só ia, educadamente, perguntar-lhe se aquele era o único café aberto. E isto, sim, é assustador", acrescentou.

"Este é também um dos efeitos da Covid-19. Já se falou dos efeitos da pandemia na saúde mental e de uma série de outras consequências, mas esta também é uma consequência real. Muitas pessoas desaprenderam a comunicar, umas com as outras, de forma natural, de forma simpática e passaram a ser robots. [...] Não tenham medo de cada um de nós. Continuamos a ser pessoas. Que é uma consequência da pandemia, diria que é compreensível, mas eu não quero que seja natural. Deveria ser um alerta. Não quero deixar de ser simpática, por ter uma máscara. Não quero deixar de ser disponível, porque tenho uma máscara. Não quero deixar de querer ajudar o outro por ter de manter a distância de 1,5 metros. E é isto que me leva a dizer: 'Não tenham medo de mim!'", rematou.