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EXCLUSIVO

Magda Burity: "Um mês de 'Dois às 10' e eu já fui colega deles!"

Magda Burity
Magda Burity

Hoje, liguei a minha App TV na hora certa. "Apanhei" a Maria [Botelho Moniz] e o Cláudio [Ramos], deitados na cama, a recordar um mês de "Dois às 10". Dei por mim a viajar, com eles, durante aqueles poucos minutos de televisão, que foram uma eternidade fragmentada num patchwork de momentos felizes. Ou não fosse a caixinha mágica a magia, e quem a faz com amor os emissores do Bem.

Durante uns meses, fui colega da Maria Botelho Moniz e do Cláudio Ramos. Tal como revelaram não imaginar estar ali hoje, eu, também, nunca imaginei dizer que já fui colega dos dois. Mas fui. E muito me orgulho, por ter esse "visto" na minha bucket list.

Sabem porquê? Porque é raro, num mundo tão pequeno, andarmos tanto como o Cláudio, a Maria e eu para conseguirmos atingir aquilo que almejamos. E olhem que eu não preciso de aferir o que eles andaram, ou seja, percorreram, para serem as caras das manhãs da TVI. É uma responsabilidade que sei, e sinto, que levam com afinco. Com responsabilidade. Porque têm tudo e está a correr bem.

Mais do que a guerra das audiências, é um cunho e carimbo próprios que estão, dia após dia, a traçar como legado. E isso anima. E, a mim, anima-me poder escrever livremente sobre os dois. Até porque não me são próximos e a imparcialidade é a forma mais honesta de respeitar o trabalho de alguém.

Durante o tempo em que fomos colegas, fui recebida pela Maria Botelho Moniz, nos estúdios de Queluz de Baixo, da melhor maneira. Sem menosprezar qualquer outro colega com quem me cruzei, tinha que ser a Maria Botelho Moniz a fazer-me sentir bem no regresso à casa de onde tinha saído, como estagiária, em 2001.

Nessa noite, fui comentar o "Big Brother 2020" e o meu sutiã estava a destacar-se mais do que o jumpsuit que trazia vestido. Preocupada, a Maria levantou-se do lugar e arranjou-me o outfit, numa altura em que estavam a passar as VTs, para que eu não ficasse mal na fita. Se vos disser que este é um ato raro em TV, não vão acreditar. Mas esta é a Maria Botelho Moniz.

Tive um outro episódio que confirma o altruísmo da Maria, e, hoje, quando vi os testemunhos dos seus amigos, senti-me afortunada por ter passado aqueles três meses, entre corredores e algumas confidências, perto desta miúda que de "beta" tem a educação, a empatia e o respeito pelo próximo.

Voltando ao que vos ia contar, houve um dia em que, finalmente, fui contratada como comentadora oficial do "Big Brother 2020". Nesse mesmo momento, escrevi à Maria, feliz, a contar. Disse-lhe que tinha sido escalada para a tarde, mas que preferia a noite para poder continuar a trabalhar com ela.

Disse-me, logo, para aceitar o que me propunham, porque, à tarde, teria mais espaço para mostrar o meu ADN. E, assim, foi. Até hoje, esse conselho da Maria vale-me estar aqui a escrever para vocês, porque, quando amamos o que fazemos, as plataformas não são estanques e o que é nosso vem.

Do Cláudio Ramos, guardo o preciosismo e a obsessão positiva pela perfeição. Sei que sentiu o peso do convite do Nuno Santos para ser apresentador do "Big Brother". Que este sonho, que se tornou realidade, quase não o deixava dormir. E poucas entrevistas li.

Mas sente-se. Mesmo nós estando no estúdio e ele na Venda do Pinheiro, para mim, era um colega, porque só assim se faz televisão. Em equipa. E não entre amigos.

No dia em que nos cruzámos, no estúdio do "Big Brother", o Cláudio atirou que gostou muito da nossa conversa. Estávamos a comentar e ele ia entrar a seguir - um elogio "à Cláudio Ramos", percebi. Também guardo a sugestão dele para trocar de telemóvel, já que o meu celular, como lhe chamo, é mesmo velhinho [risos]. O Cláudio Ramos é genuíno e sabe bem quando te sentes bem com os teus colegas de trabalho. Tanto a Maria Botelho Moniz como o Cláudio Ramos vão longe, porque se mantêm assim, com a sua verdade.

Para eles, o melhor e muitos anos de "Dois às 10"!

Instagram: @magdaburity