Nuno Markl: "Mais um túnel com muito pouca luz ao fundo. Rezem por eles"
A propósito das novas medidas de confinamento, Nuno Markl decidiu manifestar-se, nas redes sociais, alertando para o setor da cultura, tratado como "um luxo supérfluo".
-
Francisca Salema
- 15 jan 2021, 09:10
Nuno Markl na SELFIE
A reacção de Nuno Markl à polémica que envolve Sofia Ribeiro
A viagem de Nuno Markl à China
Nuno Markl: "Decidi entrar na aula de ginástica em cuecas"
Nuno Markl: "Fiz o Robert Downey Jr. dar um salto na cadeira"
O locutor recorreu à página de Instagram para defender a importância de um novo olhar sobre a Cultura, neste confinamento: "A razão pela qual publico isto, aqui, não é para defender que não se devam fazer cerimónias religiosas - sei o quão importantes elas são para muita gente, sobretudo, em alturas como esta; a razão pela qual publico isto, aqui, é porque, mais do que nunca, continua a perpetuar-se a ideia - não exclusiva de nenhum partido ou orientação política - de que a cultura, já pelas ruas da amargura, é um luxo supérfluo, inútil."
"O estado da cultura não foi sequer abordado em profundidade em nenhum dos debates presidenciais, sublinhando o estranho desprezo a que uma área tão importante e que dá trabalho a tanta gente, foi votado. As normas de segurança que serão usadas, por exemplo, em eucaristias não serão muito diferentes das que seriam usadas em teatros. Há uns meses, fui ao Maria Matos ver a 'Avenida Q'. A maneira como as normas de segurança e higiene foram postas em prática era exemplar", acrescentou.
"De novo, tantos profissionais que dependem da cultura para sobreviver preparam-se para uma dura travessia de mais um túnel com muito pouca luz ao fundo. Rezem por eles, então", concluiu.
Recorde-se que, além de Nuno Markl, outras figuras públicas manifestaram-se sobre o assunto, lamentando o fecho dos espaços culturais, nomeadamente, Marta Andrino, Rita Pereira, Rita Ferro Rodrigues, Diogo Piçarra, Rui Maria Pêgo e Jorge Corrula.
