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Rui Nabeiro: "Se me reconhecerem, é bom. Se me considerarem um exemplo, é melhor"

O comendador Rui Nabeiro recordou alguns dos momentos mais importantes do seu percurso, numa entrevista intimista.

Rui Nabeiro
Rui Nabeiro

Numa entrevista intimista, o comendador Rui Nabeiro começou por recordar o período da juventude. "Sonhava em dar estabilidade à minha mãezinha. O filho que estava focado para a vida era eu e estava sempre disponível. [...] Sonhava como é que havia de dar a volta a esta carência e consegui", garantiu o empresário, de 90 anos, que fundou a Delta Cafés.

Rui Nabeiro frisou, ainda, como a sua vida foi bastante dedicada ao trabalho: "Entregava todo o dinheiro que ganhava à minha mãe. Como tinha de me levantar às 04:00 horas da manhã, não tinha tempo para grandes paródias e para gastar dinheiro."

"A minha mãe era uma santa, uma pessoa extraordinária. No meu gabinete, está sempre à minha frente - tenho uma fotografia. É uma questão de formação, de sermos reconhecidos", sublinhou o comendador, nesta conversa com Daniel Oliveira.

Aos 90 anos, Rui Nabeiro mantém-se igualmente ativo no exercício da sua profissão, não pensando na morte: "Há que haver coragem e seguir em frente. Coragem, crer e vencer. [...] Queria chegar, nas condições em que estou, aos 100 anos. Agora, se estiver doente, a sofrer e a dar trabalho, prefiro ir-me embora."

"A vida passa a correr e o que desejo que aconteça é que a empresa continue a ser uma empresa familiar, forte e capaz de lutar, servindo a mim, aos meus e aos outros. [...] Quero ser uma referência como pessoa. Pus as pessoas a terem trabalho e condições. A gratidão é só um obrigado. [...] Se me reconhecerem é bom, se me considerarem um exemplo, é melhor", completou, ainda, referindo-se ao legado que pretende deixar às futuras gerações.

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