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Rosa Villa assume dependêndia de drogas e álcool e que pensou em suicídio: "Estive à beira do abismo"

Rosa Villa: «E aí surgiu uma situação: a cocaína»
Rosa Villa: depois da cocaína, a luta contra o vício do álcool
Rosa Villa: «Se não conseguisse, eu matava-me»
Rosa Villa: do sucesso ao consumo de drogas
Rosa Villa na SELFIE

Rosa Villa foi uma das convidadas do programa "Goucha" e falou sobre os problemas de toxicodependência que enfrentou e que a deixaram "à beira do abismo".

Rosa Villa esteve à conversa com Manuel Luís Goucha, no programa "Goucha", na passada terça-feira, dia 12, e fez algumas revelações surpreendentes.

A atriz falou sobre a dependência das drogas e do álcool, sobre os vários internamentos por que passou e revelou ter chegado a pensar em suicídio.

"A determinada altura, trabalhava tanto, que chegava a dormir apenas quatro horas por noite. Andava exausta e, aí, surgiu a cocaína", contou Rosa Villa, assumindo: "Foi uma escolha minha. Escolhi mal."

"Sabia no que me estava a meter, mas não tanto, só sabes quando estás lá", disse, ainda, a atriz a Manuel Luís Goucha, antes de confessar: "Olhas-te ao espelho, não te conheces, e isso… Não sei lidar. Tens uma atitude com alguém e não és tu. Telefonei a uma grande amiga que faz anos no mesmo dia que eu. Disse-lhe: 'Não me estou a aguentar e quero que me internes, porque senão mato-me'. Eu matava-me, Manel. Se não conseguisse, matava-me. Estive à beira do abismo."

Manuel Luís Goucha quis, então, perceber como Rosa Villa conciliou a atividade profissional. "Deixei de trabalhar. Não quis. Telefonavam-me e eu dizia que não estava em Lisboa, que estava doente", explicou a atriz, afirmando que, por "respeito" ao trabalho, apenas se mostrou disponível para regressar quando sentiu que estava recuperada.

Entretanto, após deixar o vício da droga, Rosa Villa voltou a cair nas malhas da toxicodependência, só que de álcool, quando se apaixonou por um belga: "Foi mais complicado de ultrapassar."

A viver um "dia de cada vez", Rosa Villa assume: "Esta pandemia tem-me feito estar no limite, mas muito focada, porque senão já tinha descambado. Tentei estar equilibrada. Estou, há dez meses, sem ganhar um tostão. Tive apoio da Gulbenkian, da minha Câmara Municipal […], que nos deu um cartão para compras, da minha Sara, da minha tia e da minha mãe, que me têm ajudado."

Veja, agora, os vídeos da conversa de Rosa Villa com Manuel Luís Goucha.

Caso esteja a sofrer de algum problema psicológico, tenha pensamentos autodestrutivos, ou sinta necessidade de desabafar, deverá recorrer a um psiquiatra, psicólogo ou clínico geral, podendo, ainda, contactar uma das seguintes entidades:

- Conversa Amiga (entre as 15h e as 22h) - 808 237 327 (número gratuito) e 210 027 159

- SOS Voz Amiga (entre as 16h e as 24h) - 213 544 545

- Telefone da Amizade (entre as 16h e as 23h) – 228 323 535

- Telefone da Esperança (entre as 20h e as 23h) - 222 030 707

- SOS Estudante (entre as 20h e a 1h) - 239 484 020