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Bárbara Branco sobre o namorado, José Condessa: "Somos a equipa perfeita!"

Bárbara Branco protagoniza a novela "Bem Me Quer", na qual dá vida à vilã Vera e confessa que "não podia estar mais feliz". Em conversa com a SELFIE a atriz contou, ainda, como é contracenar com o namorado, o, também, ator José Condessa, e quando o casal percebeu que o que os unia era mais do que simples amizade.

Recentemente, a novela "Na Corda Bamba", na qual deu vida a Simone, foi nomeada a um Emmy. O que representa para si este tipo de reconhecimento?
Acima de tudo, é um prestígio enorme para a TVI e para todos os que fizeram parte deste projeto. Acho que "Na Corda Bamba" foi um projeto que nos levou mais além, a todos. Foi uma produção diferente de todas as que fiz, até hoje, com uma equipa muito grande, um elenco muito grande e acho que, cada um, desempenhando o seu papel na construção deste projeto, recebe, de forma muito feliz e muito gratificante, este mérito pelo nosso trabalho. Acho que é muito bom.

Em que medida este trabalho foi diferente?
A TVI e a Plural juntaram um conjunto de realizadores que vieram diretamente da Globo para trabalhar connosco, juntamente com outros atores, também, da Globo. Portanto, enquanto atriz, tive a oportunidade de conhecer, também, um bocadinho a forma como se trabalha noutras casas, nomeadamente, no outro lado do Atlântico. Acho que foi uma troca muito bonita enquanto parte deste elenco talentosíssimo. Foi mais uma hipótese de aprendizagem e de crescimento. A novela "Na Corda Bamba" foi dos poucos projetos que tive oportunidade de fazer e de conhecer em que juntávamos uma incrível realização, um incrível trabalho de caracterização, um elenco excelente, um texto muito bom da parte do Rui Vilhena e de toda a equipa de autoria, e acho que foi, sem dúvida, o projeto mais completo em todas as áreas que já tive oportunidade de fazer. Tudo, todos os setores de trabalho tinham uma qualidade enorme, reconheço e acho que me vou apropriar um bocadinho das palavras do Pêpê [Rapazote], porque ele tem toda a razão: foi uma escola, a vários níveis. Se há coisa que "Na Corda Bamba" podia ter deixado - e espero que tenha deixado -, é esse legado de fazer mais e melhor e de apostar, sempre, na qualidade do produto. Independentemente do resultado das audiências.

Como está a correr a novela "Bem Me Quer"?
O "Bem Me Quer" foi um projeto que, desde o princípio, a premissa era esta: ser um projeto leve, uma novela leve, que tirasse um bocadinho a cabeça das pessoas daquilo que é a atual realidade, o coronavírus e este tempo um bocadinho mais pesado que estamos a viver, atualmente. A premissa era tirar as pessoas desse mood, trazer-lhes uma frescura, uma leveza e um lado assim mais cómico que aliviasse um bocadinho a tensão destes últimos tempos. E acho que a novela está a representar exatamente isso, tanto que temos notado o feedback positivo das pessoas, pelo menos, ao nível de redes sociais, uma vez que, agora, andar na rua é muito raro mesmo. As pessoas comentam exatamente isso, que não viam novelas, mas que lhes sabe muito bem ver "Bem Me Quer", precisamente por essa simplicidade e frescura que a novela tem. Para mim, ler isto é mais do que gratificante, porque é a primeira novela que protagonizo e uma responsabilidade tão grande, um motivo de medo, até, mas, assim que a novela estreou, o feedback foi tão bom, que acho que não podia estar mais feliz.

E como é dar vida à Vera?
Acima de tudo, esta personagem é muito complexa, difícil de gerir, também, porque gravita ali numa zona um bocadinho pesada, numa novela que, por si, é leve, portanto, acho que é gerir o tom da novela com aquilo que a personagem obriga. A Vera é muito intensa, mas acho que está a conquistar o público.

Como é gravar em tempos de pandemia de Covid-19?
Esta pandemia afeta o ritmo de gravações e a forma como se trabalha. É um rebuliço, porque, todos os dias, podem ter de ser alteradas coisas. Contudo, é uma questão de adaptação e, claro, de salvaguardar que todas as normas da DGS são cumpridas, com o máximo rigor.

A Bárbara testou positivo para Covid-19. Como lidou com essa situação?
O que facilitou todo o processo foi a prontidão com que tudo foi tratado. A TVI e a Plural foram um suporte fundamental, durante o tempo do isolamento, garantindo que tudo estava bem comigo. Felizmente, não tive sintomas. Depois de saber que estive em contacto com uma pessoa que testou positivo à Covid-19, fiquei, em casa, em isolamento profilático. Com a ajuda da produção, fui testada o mais rapidamente possível, teste esse que deu negativo. Ainda em isolamento, fiz um segundo teste, que deu positivo, e, ainda, um terceiro teste, que deu inconclusivo (ainda sendo portadora, a carga viral é muito baixa). Só quando fui testada novamente e deu negativo, após ter cumprido o período de isolamento, é que pude regressar ao trabalho, em segurança. Ao longo de todo este tempo, a produção da novela foi incansável e esteve, sempre, presente para me ajudar em tudo o que fosse preciso.

O seu namorado [José Condessa] também faz parte do elenco de "Bem Me Quer"...
O Zé fez exatamente os mesmos testes que eu, testando negativo nos três. Fizemos o isolamento, sempre, de máscara e o mais afastados possível, dentro da mesma casa.

O que fez durante o tempo de isolamento?
Aproveitei para estudar cenas, no fundo, adiantar trabalho [risos]. Também, aproveitei para ver filmes e séries.

E como é trabalhar com o namorado?
Somos uma ótima equipa a trabalhar! Somos os dois muito perfecionistas. Eu sou mais organizada e o Zé é mais perfecionista nas cenas. Complementamo-nos muito bem e somos os maiores fãs um do outro! Somos a equipa perfeita!

Mas na novela, também, dão vida a um casal. Serem namorados ajuda a representar esse papel?
Ajuda, claro! No sentido em que temos toda uma vertente de contacto físico que já temos, naturalmente, um com o outro. Se fôssemos dois atores que não estivessem minimamente à vontade um com o outro ia ser muito mais difícil chegarmos a esse nível de conforto. Isso nós já temos, portanto, dar beijinhos e abraçar, para nós, é completamente tranquilo. Depois, há, também, a confiança que temos como atores, porque eu e o Zé ligamo-nos mesmo muito bem. Já antes de sermos namorados, isto acontecia, porque temos percursos e formas de ver a profissão muito parecidas.

Como se conheceram?
Foi no secundário, mas éramos apenas grandes amigos. Acho que o segredo da relação é sermos, antes de tudo, grandes amigos.

Quando perceberam que a amizade tinha dado lugar ao amor?
Percebemos que estávamos apaixonados durante uma peça em que entrávamos os dois. Foi de forma natural. Na altura, estávamos a trabalhar no Teatro Experimental de Cascais, pela mão do Carlos Avilez, que é o mestre dos dois, foi a pessoa que nos formou e que nos agarrou para trabalharmos, profissionalmente, pela primeira vez. Fizemos quatro ou cinco peças seguidas no Teatro Experimental, até que recebemos um convite do Diogo Infante para fazer o Romeu e Julieta. Foi aí que percebemos que estávamos apaixonados.

O que mais admira no José Condessa?
É difícil responder, porque gosto de tudo! Mas acho que o que mais se destaca é a admiração profunda que tenho pelo Zé, a nível profissional e, também, enquanto ser humano.

Casar e ter filhos faz parte dos vossos planos?
Ainda somos muito novos e, para já, estamos bem assim.

Sonha com uma carreira internacional?
Sim, claro! Qualquer ator sonha. Gostava de ir trabalhar para fora, mas não sei para onde, até porque ainda não apareceu projeto nenhum. Por enquanto, estou dedicada ao "Bem Me Quer", porque é mesmo muito trabalhoso e acho que, agora, o foco tem de ser 100% nesta novela. No futuro, gostava muito de uma internacionalização e de ir de trabalhar para outro sítios ou, até, estudar, fazer Conservatório, fora do país.

E há alguma personagem que sonhe vir a interpretar?
Não tenho assim uma personagem que gostasse de interpretar. Sinto que, de certa forma, as personagens aparecem na minha vida à medida que vou precisando delas. Então, acabo por não tentar planear muito para a frente. Gosto que as coisas vão aparecendo e vou aproveitando as oportunidades, à medida que vão surgindo.

Quem são os atores que mais admira?
Não tenho uma só referência. Gosto muito de ver o trabalho de um ator, de me rever nalgumas características e tentar perpetuar no meu trabalho, também. Prefiro beber de várias fontes do que ter uma só referência, uma só âncora para onde olhe, não me identifico muito com isso. Gosto mais de ver caraterísticas de vários atores e juntá-las ao meu trabalho. Acho que me enriqueço, assim.

Mas já aconteceu representar com algum dos atores que mais admira?
Aconteceu-me na minha primeira novela ["A Impostora"]. Tive a oportunidade de ter a Eunice Muñoz como minha avó! Como é que uma pessoa entra numa sala de ensaios com a Eunice Muñoz à frente e não cora? Claro que corei perante a Eunice Muñoz, perante o Diogo Infante, também… São pessoas que, como é obvio, admiro e para quem olho como grandes referências, mas não consigo enumerar só uma pessoa. Há tantos atores, tão bons atores, não só mais velhos, mas da minha geração, também. E sinto que estamos, todos, a ficar cada vez melhores, que acho que é impossível enumerar só uma referencia.

Teatro, Cinema ou Televisão: qual prefere?
Um ator completo gosta de todas as artes. O Teatro foi a minha primeira arte, depois, veio a Televisão, e, no ano passo, deu-se a minha estreia no cinema, no filme "Bem Bom", sobre as Doce, realizado pela Patrícia Sequeira.

Quais os projetos que se seguem?
Para já, tenho um filme prestes a estrear ["Bem Bom"] e a novela "Bem Me Quer" até quando for, é um bocadinho difícil de prever. Depois, para a frente, vamos ver. Vivemos tempos atípicos, portanto, é muito difícil apontar muito para a frente. Ninguém sabe, na verdade, o que vai acontecer. Acho que os projetos vão surgindo e vamos medindo à medida que eles forem aparecendo.

Falou no desejo de trabalhar no estrangeiro: já há algum contacto?
Ainda não há contactos feitos. Há um sonho que é, efetivamente, estudar e trabalhar fora, mas ainda não há contactos feitos. Se bem que esta pandemia veio atrasar tudo. O que quer que pudesse ter acontecido, de certeza absoluta, já não estaria a acontecer e, agora, viajar é absolutamente impensável para mim.

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