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Ana Brito e Cunha emocionada ao recordar perda da filha e morte de Pedro Lima

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A atriz Ana Brito e Cunha conversou com Manuel Luís Goucha, no programa "Goucha", e emocionou-se, ao recordar a perda da filha e a morte do ator Pedro Lima.

Ana Brito e Cunha, de 45 anos, falou sobre a perda da primeira filha, em 2012, altura em que mantinha um relacionamento com Miguel Carvalho.

Aos 38 anos, a atriz descobriu estar grávida pela primeira vez, mas o sonho da maternidade acabaria por ser assombrado por alguns problemas na gestação, conforme recordou Ana Brito e Cunha.

"Ao início, não se sabia [que o bebé era inviável]. Na síndrome de Turner, pode nascer-se normal, só que é uma situação que se vai percebendo ao longo da gestação. A determinada altura, quando o médico já percebeu o que se estava a passar comigo, disse-me que já podia investigar sobre esta síndrome. O difícil, ali, era saber se iria evoluir para o bem ou para o mal. Seria uma menina - só as meninas podem ter síndrome de Turner", começou por explicar a atriz a Manuel Luís Goucha, assumindo que começou a ter receio de não ter capacidade para cuidar da filha, caso ela nascesse com necessidades especiais.

"Esperei sempre um milagre… O milagre de ela partir, porque tinha muito medo de ter de cuidar dela, se ela não estivesse bem. Era uma falta de coragem. Interromper nunca, isso sempre foi uma grande aflição no meu parto. Falei com vários padres. Ouvi coisas que não gostei nada, outras que adorei. Tive um médico extraordinário que me ajudou muito. A certa altura, quando percebi que já estava tudo mal, eu disse-lhe: 'Senhor doutor, a decisão tem de ser sua'. E ele disse-me: 'Chegou a altura da interrupção, o bebé já está bastante deformado'. Estava de 22 semanas", confessou Ana Brito e Cunha.

"No dia em que ela partiu e em que fiz o parto, sonhei que ela se chamava Maria Flor e ensinaram-me que devia tratá-la pelo nome", acrescentou a atriz, antes de explicar como lidou com o desgosto: "Só temos duas opções para enfrentar as dificuldades: ou destruímo-nos, ou reconstruímo-nos e tornarmo-nos melhores com elas."

"Entreguei-a, completamente, a Deus. [...] Parece que a vida fecha ciclos", afirmou, ainda, Ana Brito e Cunha, que garantiu "não se lembrar muito bem" do sofrimento pelo qual passou.

"Hoje em dia, é tão claro para mim que este ser tinha que ir para o divino e tinha de passar por este processo para ser a mãe que sou agora, para viver o amor que estou a viver agora", admitiu a mãe de Pedro Afonso, de quatro anos, fruto da relação de Ana Brito e Cunha com Afonso Coruche.

No final da conversa com Manuel Luís Goucha, Ana Brito e Cunha recordou, ainda, o amigo Pedro Lima, que foi encontrado, sem vida, no ano passado, na Praia do Abano, em Cascais.

Em lágrimas, a atriz confessou: "A perda do Pedro Lima ainda é muito difícil de aceitar, porque nós não demos conta. Pode parecer muito estranho o que vou dizer, mas tenho a certeza de que este processo do Pedro não foi em vão. Acredito que ele possa ter ajudado muita gente a cair na real. É muito importante saber pedir ajuda. Rezo muito ao Pedro, estou em contacto espiritual com ele."