EXCLUSIVO

Afinal, o que mudou no restaurante 2002 após a passagem do "Pesadelo Na Cozinha"?

Conheça o «2002»
Conheça o «2002», um restaurante com muitos problemas
De «2002» para o presente
Conheça o staff
«2002» Odisseia em Mangualde

O último "Pesadelo Na Cozinha" levou-nos até à cidade de Mangualde, a cerca de 300 quilómetros de Lisboa. Se valeu a pena? Isso já é outra história...

Fãs de petiscos, escolhemos um sábado para experimentar o 2002, mas, para nossa desilusão, era meio-dia em ponto e o espaço sem sinais de que ia abrir, apesar de o horário de funcionamento indicar o contrário. Para confundir ainda mais, um cartaz colocado, estrategicamente, à porta, dizia, também, em letras garrafais: "Estamos abertos."

Os moradores com quem falámos bem que nos tinham avisado de que o espaço abria, apenas, durante a semana. Mas, também, a maioria nem sequer sabia que se tratava de um restaurante, já que, em tempos, o 2002 terá sido uma espécie de café/mini-mercado.

Sem outra alternativa, decidimos optar pela "concorrência", um evento de degustação de sabores de Viseu Dão Lafões, e podemos dizer que foi o melhor que fizemos.

Dias mais tarde, tentámos, novamente, a nossa sorte, ou será que devemos dizer... azar?

Era uma sexta-feira e o relógio ainda não marcava 18:00 horas. Cá fora, não pudemos deixar de reparar na "decoração": um assador com uma taça de molho e um pincel para barrar a carne. No chão, uma esponja, um esfregão de palha de aço e uma mangueira. Quantos palavrões teria soltado, naquele momento, o Chef Ljubomir?!

Entrámos e perguntámos se serviam jantares nesse dia. Recebemos um redondo "não". Ao que parece, o espaço ia receber dois grupos grandes para jantar. "Mas conseguem servir-nos, agora, qualquer coisa rápida?", voltámos a tentar. "Só se fosse uma bifana ou os restos do almoço, mas, hoje, não podemos estar a perder tempo", responderam-nos, ao mesmo tempo que nos convidavam a ir embora, enquanto nos encaminhavam, sem cerimónias, para a saída.

"E amanhã, sábado, estão abertos?", perguntámos. A resposta, depois de tudo isto, já pouco ou nada nos surpreendeu: "Nós costumamos estar abertos, mas, amanhã, nem sei. Não vou cá estar. Mas ali em baixo têm muitos outros restaurantes por onde podem escolher, com mais variedade", remataram, ao mesmo tempo que nos impingiam os pratos da concorrência.

Costuma dizer-se que à terceira é de vez, mas ainda não foi desta que experimentámos o 2002. Mais uma vez, ficou a ganhar a concorrência. E, se calhar, ainda bem que assim foi.