urlvisit

Rodrigo Guedes de Carvalho está de luto

Redação
Rodrigo Guedes de Carvalho na SELFIE
Rodrigo Guedes de Carvalho: "Ver estes casos de desumanidade é penoso"

Foi através das redes sociais que Rodrigo Guedes de Carvalho partilhou com os seguidores que perdeu um amigo de infância.

"Hoje, levantei-me muito cedo, como sempre, e longe de imaginar que, em poucas horas, me morreria um amigo", começou por escrever o jornalista da SIC.

"Eu ia a guiar e a campainha das mensagens desata num gemido insistente, a pedir-me atenção que eu nunca dou de imediato, tão farto de saber o que querem as mensagens seguidas a gemer; vêm sopradas por mau vento. Nunca imaginei o nome que lá vinha. Um amigo de infância e adolescência é um irmão que a gente transporta para sempre", continuou Rodrigo Guedes de Carvalho.

"Mete-se pelo meio a vida, mais as suas obrigações e distâncias, ou simples cansaços que nos dizem para adiar aquele almoço combinado. Mas os irmãos nem precisam disso. Os irmãos encheram tanto o copo na infância, que temos para esbanjar memórias que suportam ausência, memórias tão vividas como ossos que rangem a crescer. Temos, hoje, 57 anos e há linguagens que só nós sabíamos, palavras e caretas, parvas e imortais, como dedadas numa janela tocada pelo vapor da chuva", recordou.

"Não entendo ainda, meu querido Nuno Raposo de Magalhães Ortigão de Oliveira, que tenhas partido assim, porque me levas, sem autorização, este pedaço grande de nós, meninos, a imaginar o que seria sermos grandes. Acho que, em grande parte, é isto, ser adulto que não quero ser, tão farto de forrar, toda a vida, o coração para tentar suportar as perdas. Não é hoje que consigo, nem sei quando ou se. Foste andando, eu hei de aparecer. Obrigado, pelo amor da nossa amizade. Não há outra palavra", terminou.