Entrevistas

João Paulo Rodrigues e Mafalda Luís de Castro estreiam novo projeto

Mafalda Luís de Castro e João Paulo Rodrigues dão voz a duas personagens do filme de animação "Tad o Explorador e a Tábua de Esmeralda" e conversaram com a SELFIE sobre este desafio.

O filme de animação chega aos cinemas esta quinta-feira, dia 25, e a SELFIE quis saber como foi, para João Paulo Rodrigues e Mafalda Luís de Castro, dar voz a esta aventura.

O ator empresta, novamente, a voz ao protagonista, Tad, um arqueólogo que adorava ser reconhecido pelos colegas, mas que acaba sempre por arranjar confusão.

"Estou muito entusiasmado, porque, de facto, só vemos o filme quando já está pronto, no cinema. O que é giro, porque vemos tudo, do princípio ao fim, e há alturas em que nos esquecemos que somos nós que estamos a fazer aquilo e deixamo-nos envolver pela história. É um filme de animação que tem todos os ingredientes", começou por nos dizer João Paulo Rodrigues.

Mafalda Luís de Castro, que empresta a voz a Ramona, admitiu que também está "super ansiosa para ver o resultado final". "Nós não vemos as cenas todas do filme, quando estamos a gravar, e eu fiquei apaixonada pela minha personagem".

Por falar em personagens, quisemos saber se tanto Tad, como Ramona, têm pontos em comum com os atores que as interpretam.

"Sou um bocado trapalhão, como o Tad. Houve uma altura da minha vida em que deixei o meu curso de direito, porque queria ir para arqueologia. Cheguei a fazer provas, mas acabei por abandonar essa ideia. Sou apaixonado por história, arqueologia e gosto de uma boa aventura. Tenho muito do Tad. Aliás, o Tad é que tem muito de mim (risos)", respondeu o, também, apresentador.

"Ela gosta muito de atenção, de protagonismo e nós, atores, mais humildes ou menos, acabamos sempre por ser um bocadinho egocêntricos. Eu gosto do palco, tenho isso em comum com ela", respondeu Mafalda Luís de Castro.

No que diz respeito às dificuldades que sentiram, no desenrolar do projeto, a jovem atriz confessou que ficou sem perceber qual foi a maior dificuldade.

"Fazer dobragens não é fácil, embora muita gente ache que sim…mas, em relação à minha personagem, limitei-me a divertir-me muito e a rir muito. Ela tem um tom mais ou menos parecido com o meu tom natural, ou seja, nem tive de fazer grandes alterações de registo de voz. Foi mesmo só a questão da técnica, de termos pouco tempo para o fazer... é sempre um desafio", disse a artista.

Por sua vez, João Paulo Rodrigues considerou que a maior dificuldade passou pelas alturas em que é preciso gritar e correr, sem sair do sítio.

"Logo no primeiro Tad [esta é já a terceira parte da saga], as indicações que me deram foi para que eu não fizesse vozes diferentes, queriam mesmo a minha, até com os sotaques e tudo mais. Por isso, a minha principal dificuldade prendeu-se àquelas alturas em que temos de gritar, suspirar muito, cenas em que não falo, mas 'estou' a fugir… temos de gritar e dar esses berros todos, parado. Normalmente, mando sempre um copo de água abaixo, porque começo, sempre, a dar aos braços, ando ali a nadar (risos). Levo isso mesmo ao limite", frisou.

"Qual é o público mais exigente, crianças ou adultos?", perguntámos-lhes, em jeito de conclusão.

"Crianças, sem dúvida. Não pode haver falhas, porque eles topam tudo. As crianças não têm aquele filtro, por isso, percebes logo se aquilo está a ser eficaz, ou não, porque vemos logo as expressões deles", respondeu João Paulo Rodrigues.

Veja, agora, as fotografias de João Paulo Rodrigues e Mafalda Luís de Castro, na galeria de imagens que preparámos para si!

 

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